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Saúde: Discopatia degenerativa provoca dor incapacitante no idoso
Manuel Tavares de Matos, , presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral Foto: D.R.
Redação Lux em 5 de Outubro de 2017 às 08:48

A doença discal degenerativa ou discopatia degenerativa é uma alteração da normal estrutura do disco intervertebral da coluna. Esta pode acontecer precocemente por causas genéticas ou no decorrer do processo natural de envelhecimento. Devido à alteração dos seus constituintes e sua “desidratação”, os discos intervertebrais deixam de atuar como amortecedores, fazendo deslocar o seu núcleo gelatinoso para trás formando a “hérnia discal”, diminuindo a sua resistência decorrente dos esforços efetuados (sobretudo quando dobramos as costas) e fazendo com que as vértebras se aproximem umas das outras, diminuindo os espaços para a passagem das raízes nervosas.  Esta é uma das causas mais comuns de dor no adulto idoso, quer local, quer irradiara para os membros.

As principais queixas dos doentes são a dor nas costas e/ou membros e, às vezes, a dificuldade em andar. O diagnóstico da discopatia degenerativa pode ser realizado com recurso a radiografias que possibilitam ver a diminuição do espaço entre os discos, irregularidades nas suas margens e os “bicos de papagaio” que na verdade são firmações de osso, feitas pela pessoa doente no sentido de fazer a “ponte” entre as vértebras e manter assim a estabilidade. A ressonância magnética da coluna vertebral apresenta-se hoje como o exame mais sensível, podendo mostrar o grau de hidratação, de degeneração e compressão medular ou radicular.

Após o diagnóstico, a maioria dos doentes responde bem aos tratamentos “conservadores” ou não cirúrgicos. Sobretudo com medidas de “higiene no trabalho”, diminuindo os esforços com a coluna “dobrada” e recorrendo à prática frequente e regular de exercício de baixo impacto. Em períodos de crise pode ser vantajoso recorrer ao apoio da fisiatria, medicação analgésica e/ou anti-inflamatória.

Existem dois tipos de cirurgias habituais de tratamento cirúrgico: a via convencional macroscópica e a minimamente invasiva (MISS). Na cirurgia convencional utiliza-se incisões maiores na pele, há maior lesão muscular, maior hemorragia e maiores períodos de internamento hospitalar e de recuperação. A cirurgia minimamente invasiva da coluna promove uma recuperação menos dolorosa e mais rápida.

A melhor forma de prevenir a discopatia degenerativa é modificar as atividades do dia-a-dia que exercem pressão sobre a coluna como a má postura (dobrada), a vida sedentária, o levantamento incorreto de objetos pesados e os movimentos repetidos em flexão e rotação,

Artigo de Opinião do médico Manuel Tavares de Matos, presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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