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Sofia Arruda fala sobre os planos para o casamento com David Amaro
Sofia Arruda pedida em casamento: 'Disse SIM, ao amor da minha vida'
Catarina Coutinho em 27 de Outubro de 2017 às 12:29

Uma amizade que, anos mais tarde, se transformou em amor.

Noiva desde o início de agosto, Sofia Arruda, de 29 anos, vai oficializar a relação com David Amaro, de 33, que conhece “desde sempre”, mas com quem partilha os momentos mais especiais há seis anos.

Lux – Já escolheu o vestido para o casamento?
Sofia Arruda – Ainda não, mas posso dizer que o vou fazer com a Andreia Lobato. É uma estilista com a qual tenho trabalhado nos últimos anos, e com quem tenho feito vários catálogos. Gosto muito das criações dela, e espero que ela faça uma só para mim [risos].

Lux – E em relação à data?
S.A. – Ainda não decidimos, mas temos condicionantes por causa do trabalho do David. Ele é fisioterapeuta, pertence à equipa médica do Benfica, e, tal como os jogadores, só tem férias em junho. Só quando acaba a época é que eles podem tirar férias, ou, por exemplo, casar. Portanto, será entre maio e junho, depende de quando terminar a época. Temos de pensar tudo muito bem, porque não há hipótese nenhuma de casarmos e irmos de lua de mel logo a seguir; ou casamos e vamos de lua de mel no ano seguinte, ou não vamos… quanto a isso estou nas mãos dele [risos].

Lux – Como é que se conheceram?
S.A. – Conhecemo-nos praticamente desde sempre! Costumamos brincar e dizer que fomos prometidos à nascença. As nossas famílias já se conhecem há muitos anos, e são mesmo muito próximas. Os pais dele são padrinhos de uns primos meus, que são como irmãos para mim. Portanto, convivemos há muitos anos. Como temos idades diferentes, e quando somos miúdos nota-se muito mais, não crescemos juntos. Durante a adolescência estivemos alguns anos afastados, e depois reencontrámo-nos! E apaixonámo-nos [risos].

Lux – O que é que a levou a apaixonar-se?
S.A. – Tanta coisa… acho mesmo que ele está na profissão ideal, porque cuida muito bem dos outros. É maravilhoso vê-lo trabalhar, ouvi-lo falar dos pacientes, e ele é assim também com as pessoas com as quais tem uma ligação. A relação que tem com as sobrinhas é uma coisa maravilhosa de se ver, é um carinho e uma dedicação com a avó, com a família… fico encantada sempre que o vejo cuidar de alguém, e com a maneira como cuida de mim, todos os dias. Ele trata as pessoas de uma forma tão especial que é até difícil quem está de fora não reparar. É uma das muitas qualidades dele. 

Lux – Gostava de ser mãe?
S.A. – Sim, sem dúvida, quero imenso ser mãe. Até gostava de o ser antes dos 30, mas acho que não vai acontecer, dado que casamos em junho e faço anos em junho… não me parece [risos]. No entanto, temos muita vontade de constituir uma família nossa, tanto eu como ele temos o desejo de ser pais.

Lux – Vai casar pela Igreja ou pelo civil?
S.A. – Apenas pelo civil. Sinto que, para mim e para o David,
faz mais sentido assim. Do meu ponto de vista, quando temos uma relação com a Igreja que é próxima, se conhecemos um padre, se sentimos uma ligação… se há de facto uma envolvência e uma devoção, então sim, faz sentido. Já fui a casamentos religiosos lindíssimos. Porém, eu e o David não temos essa relação com a Igreja, portanto, para mim, não faria sentido ter um casamento católico só porque sou batizada, por exemplo. Iria, certamente, ser uma cerimónia muito impessoal. Então, prefiro ter os padrinhos, trocar votos, ter um momento mais intimista. As pessoas que nos conhecem e que conhecem a nossa relação sabem que a religião não faz parte da nossa vida. Foi por aí a nossa escolha.

Lux – No ano passado, revelou ter sido vítima de violência no namoro. Esse episódio da sua vida tornou-a mais insegura nas relações? 
S.A. – Não me foi difícil voltar a confiar. Infelizmente, casos bem piores do que o meu acontecem com imensas raparigas. Por vezes, nem nos apercebemos. Na altura, não entendia o que estava a acontecer, mas também não se falava tanto desse tema… estas situações não eram ‘catalogadas’ como violência no namoro. Passados alguns anos, olho para trás, para aquela relação, e penso: “Realmente, vivi uma relação um bocadinho opressiva, que efetivamente não era saudável.” Felizmente acabou, cada um seguiu o seu caminho, e não fiquei com marcas. Abordei o tema, não porque neste momento me faça algum tipo de confusão, mas porque, na altura, estavam a sair resultados de estudos sobre violência no namoro, e os números eram assustadores. Às vezes, podemos estar a maltratar um namorado ou namorada e nem sequer nos apercebermos, acharmos que ser ciumento e possessivo é simplesmente uma questão de personalidade. Se tivermos consciência de que isso entra na categoria de maus-tratos, e que a outra pessoa pode estar a sofrer com isso, podemos mudar. Foi com esse objetivo, para alertar e sensibilizar, que decidi contar um bocadinho dessa história na primeira pessoa, nunca para terem pena de mim.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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