Brian David Mitchell, acusado de sequestro e violação da jovem norte-americana Elizabeth Smart, foi considerado culpado,
esta segunda-feira, por um tribunal de americano
A história do homem que raptou a jovem aos 14 anos, de sua casa
em Utah, e a violou diariamente, durante quase nove meses, despertou o interesse da opinião pública norte-americana.
Smart
esperou durante de oito anos para ouvir a sentença depois de um júri federal deliberar durante mais de cinco horas sobre o
destino de Brian David Mitchell, acusado de raptar a jovem e sujeitá-la, diariamente, a relações sexuais durante os nove meses
em que a manteve presa.
Segundo a agência EFE assim que ouviu a sentença, Smart, de 23 anos, não escondeu a satisfação
pela condenação do seu raptor que entoou orações durante a leitura da sentença.
«Espero que este caso sirva de exemplo
de que afinal a justiça funciona nos Estados unidos e que é sempre possível avançar depois de um acontecimento terrível»,
afirmou Smart à saída do tribunal.
Smart acompanhou sempre de muito perto todo o processo em tribunal e deu um testemunho
apaixonante desde o momento em que foi raptada da sua casa e durante nove meses viveu as mais diferentes violações num acampamento
na montanha.
Para desgosto da vítima e da família o caso arrastou-se durante sete anos nos tribunais desde que Mitchell
foi considerado inimputável por um tribunal que afirmou que o acusado sofria de distúrbios mentais.
Os advogados
de Smart recorreram concentrando-se na saúde mental de Mitchell. Em tribunal os advogados do raptor não refutaram a autoria
do crime mas sempre invocaram que Mitchell sofria de problemas mentais, logo que não devia ser responsabilizado pelos seus
atos. Antes devia ser enviado para um hospital psiquiátrico.
Uma tese sempre refutada pelos advogados de acusação
que alegavam que Mitchell simulava uma doença mental para evitar a condenação qualificando-o de «predador camaleão».
A
sentença final vai ser conhecida a 26 de Maio. Mitchell arrisca prisão perpétua.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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