Internacional
Oliver Stone defende que o Harvey Weinstein não deve ser 'julgado prematuramente'
Oliver Stone - 41º Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), em Toronto, no Canadá 09.09.16 Foto: Reuters
Redação Lux em 13 de Outubro de 2017 às 15:59

Hollywood está ao rubro com as acusações de assédio sexual ao poderoso produtor Harvey que já foi afastado do seu cargo de presidente da Weinstein Company por causa disso.

Muitas vozes femininas, entre elas atrizes consagradas como Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie e Ashley Judd, surgem agora para revelar que foram sujeitas a abusos que nas últimas três décadas por parte do produtor.

Chamado a comentar o caso, o realizador norte-americano Oliver Stone defendeu que Harvey Weinstein está a ser "julgado prematuramente" e que "não deve ser “condenado por um sistema de justiceiros”.

“Sou um firme defensor da teoria de que é preciso esperar pelo processo. A meu ver, um homem não devia ser condenado por um sistema de justiceiros. Se ele enfrentar a justiça, saber-se-á se as alegações são verdadeiras (...) Vou simplesmente esperar [para me pronunciar], que é o correto”, afirmou Oliver Stone, numa conferência de imprensa em Busan, na Coreia do Sul, à margem de um festival internacional de cinema a que preside.

O realizador, de 71 anos, frisou também que não conhece o produtor mas sobretudo que não comenta "mexericos"

“Para mim foi um rival, nunca fiz negócios com ele e realmente não o conhecia. Ouvi histórias de horrores sobre quase toda a gente no trabalho, pelo que não vou comentar mexericos", rematou.

Recorde-se que várias personalidades de Hollywood têm vindo a público condenar as atitudes de que Harvey Weinstein é acusado e tem-se chamado atenção para o facto destas acusações circularem como boatos há décadas e serem do conhecimento geral.  No entanto, atrizes como Meryl Streep, Judi Dench e Jennifer Lawrence revelaram que desconheciam em absoluto as agressões sexuais. Reconhecem que o produtor as ajudou muito na sua carreira e manifestam perplexidade com as acusações. Estas atrizes demonstraram o seu apoio às vítimas e condenaram veementemente este tipo de práticas considerando as ações de Weinstein "indesculpáveis".

A atriz Lena Dunham acrescentou que "esta situação é apenas um “microcosmo” do que acontece em Hollywood desde sempre". 

Além de ser demitido da sua empresa, Harvey Weinstein foi confrontado com o pedido de divórcio por parte da mulher, Georgina Chapman. A estilista e empresária, fundadora da marca de luxo Marchesa, afiirmou-se inicialmente ao lado do marido com quem está casada desde 2007 mas, na continuação da lista de revelações de abuso sexual, acabou por decidir-se pelo fim do casamento.

Georgina Chapman, de 41 anos, e Weinstein, de 65 anos, casaram-se em 2007 e têm dois filhos, India, de sete anos e Dashiell, de quatro.

“O meu coração está devastado devido as mulheres que sofreram uma dor tremenda com estas acções imperdoáveis. Escolhi deixar o meu marido. Tomar conta dos meus filhos é a minha primeira prioridade e, por isso, peço à imprensa privacidade neste momento”, assiniu Georgina Chapman num comunicado enviado à revista People.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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