Internacional
Letícia Spiller, a vilã de "I Love Paraisópolis": "Não é normal fazer tantos amigos numa novela"
Maureen Miranda e Letícia Spiller Foto: João Cabral/Lux
Cátia Soares em 8 de Junho de 2016 às 13:59

 

Letícia Spiller recorda com carinho a personagem Soraya, que interpretou na telenovela "I Love Paraisópolis", ainda a ser exibida em Portugal pela SIC.

"Sinto saudades, porque foi uma novela especial, pela equipa e pelos amigos que fiz. Não é em todas as novelas que isto acontece, infelizmente. A televisão é um meio onde circula muita gente, então, costuma ser mais superficial. Mas este trabalho foi um presente em todos os sentidos, porque a personagem era mavavilhosa, apesar de todo o cansaço e desgaste que exigia, porque muitas vezes gravávamos 33 cenas num dia. Houve dias que foram bem pesados. Mas eram muito divertidos também. As novelas exigem muito de nós", salientou a atriz brasileira, de 42 anos.

O bom ambiente que reinava nas gravações foi crucial para o sucesso da novela e parece ter surpreendido Letícia, que admitiu: "Eu chorei na despedida da novela, quando assistimos ao último capítulo todos juntos. Foi aí que eu me dei conta de que iria deixar de encontrar aquelas pessoas todos os dias. Não é normal fazer tantos amigos numa novela. Neste caso, foi possível porque toda a gente circulava em todos os lugares... Era muito divertido e eram todos pessoas muito bacanas e muito generosas a contracenar.".

"A construção da loucura da personagem foi a parte mais difícil, porque há uma linha ténue entre a caricatura e o humano. Humanizar uma personagem como a minha foi o mais difícil. Mas as pessoas sentiam muita empatia em vez de raiva.", recordou Letícia sobre a vilã Soraya.

O look da atriz na telenovela, um long bob assimétrico com madeixas platinadas, também causou furor. Mais uma vez, a atriz só se podia orgulhar: "Não gosto muito do cabelo curto, mas para esta personagem acho que foi importante e fez sentido."

Sem revelar o desfecho da sua personagem na telenovela, que já foi exibida no Brasil, Letícia mostrou-se satisfeita: "O final foi um bocadinho triste, mas equilibrado com o grau de maldade dela e atenuado também pela empatia com o público. Não foi um final trágico, mas triste e bastante humano."

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Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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