António Feio, 55 anos, faleceu esta quinta-feira, às 23:40, na unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz.
O
ator encontrava-se internado desde terça-feira em fase terminal de um cancro no pâncreas contra o qual lutava há mais de um
ano.
«A pedido da família, a UAU vem por este meio comunicar o falecimento de António Feio. Hoje perdeu-se um grande
nome do teatro e um homem de grande coragem mas o seu legado nunca se perderá. António foi internado na passada terça-feira
à noite na Unidade de Cuidados paliativos do Hospital da Luz e faleceu esta noite pelas 23h40. Amanhã serão dadas mais informações.»,
pode ler-se no comunicado da agência UAU.
A produtora remeteu para mais tarde informações sobre as cerimónias fúnebres
do ator e encenador.
António Feio, natural de Maputo, Moçambique, começou a sua carreira aos 11 anos, no Teatro Experimental
de Cascais, depois de o seu diretor, Carlos Avilez, o ter convidado para fazer a peça «O Mar», de Miguel Torga, que estreou
a 06 de maio de 1966.
Além do Teatro Experimental de Cascais, onde esteve alguns anos, o ator atuou no Teatro Aquarius,
que fundou, na Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira, no Teatro Popular-Companhia Nacional I, no Teatro S. Luiz, no
Teatro Adoque, no Teatro ABC, na Casa da Comédia, no Centro de Arte Moderna, no Teatro Aberto, no Teatro Variedades, no Teatro
Nacional D. Maria II e no Teatro Villaret, entre outros.
«O que diz Molero» e «Conversa da Treta» foram duas das
suas encenações mais emblemáticas.
António Feio fez ainda televisão, rádio, publicidade e cinema, tendo ficado conhecido
pela dupla cómica que formava com o ator e amigo José Pedro Gomes.
A 27 de março, o comediante recebeu do Presidente
da República, Cavaco Silva, o grau honorífico de comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Numa entrevista à Antena
1, um mês antes, António Feio frisou que continuar a encenar lhe dava força para enfrentar a doença.
Reconhecendo
que, «às vezes» não estava a cem por cento, o ator, «sempre otimista», confidenciou que tinha «o mesmo tipo de gozo» no trabalho
que fazia e que este funcionava como «uma válvula de escape» para tudo o resto.
«É o que eu gosto de fazer, não
sei fazer mais nada», vincou.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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actualizada hoje (30) às 7:30
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Último comentário
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6eugenia
ler todos os comentários »2010-07-30 13:33h
Grande Homem, a injustica da vida
Nao consigo escrever, ppois estou de estado de choque. Nao e meu familiar, mas posso dizer que senti muito a sua partida. Grande lutador. Para sempre.
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