Nacional
Saúde: 50 por cento dos doentes com insuficiência cardíaca não sobrevive 5 anos após o diagnóstico
Dr. Nuno Lousada, cardiologista e administrador da Fundação Portuguesa de Cardiologia Foto: D.R.
Redação Lux em 1 de Outubro de 2016 às 13:09

A propósito do Dia do Coração, que se assinalou no dia 29 de setembro, Nuno Lousada, cardiologista e administrador da Fundação Portuguesa de Cardiologia alerta para o facto de 50 por cento dos doentes com insuficiência cardíaca não sobreviver 5 anos após o diagnóstico.

A insuficiência cardíaca é uma doença debilitante e potencialmente fatal, em que o coração não consegue bombear o sangue suficiente para todo o corpo. Cinco anos é a esperança de vida, para 50% dos doentes com insuficiência cardíaca após o seu diagnóstico.

Esta doença, que afeta cerca de 400 mil portugueses, ocorre muitas vezes devido a lesão do músculo cardíaco, o que pode acontecer após um ataque cardíaco ou outra doença que afete o coração, ou devido a uma lesão continuada e mais gradual, como acontece na diabetes, hipertensão, doença arterial coronária, colesterol elevado, consumo excessivo de álcool ou abuso de drogas.

Os sintomas como cansaço, dificuldade em respirar (dispneia), fadiga e retenção de líquidos podem surgir de forma súbita ou lentamente e agravar-se ao longo do tempo, com um impacto significativo na qualidade de vida. Estima-se que 1 em cada 4 pessoas espera mais de uma semana para procurar ajuda médica, ou nem sequer a procura, quando tem sintomas de insuficiência cardíaca.

O risco de desenvolver insuficiência cardíaca aumenta com a idade e, em geral, tem tendência a ser mais frequente nos homens do que nas mulheres. Cerca de 1 em 5 pessoas (20%) irá desenvolver insuficiência cardíaca nalguma altura das suas vidas.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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