Nacional
Cláudio Ramos confidencia 'inveja' da história de amor de Júlia Pinheiro
Júlia Pinheiro e Rui Pego
Redação Lux em 4 de Janeiro de 2018 às 18:02

Porque o início do ano é sempre tempo de balanços e introspeção, Cláudio Ramos deu por si a cogitar na "expressão máxima de bonita história de amor à nossa escala" e que apontou como a história de amor de Júlia Pinheiro e Rui Pego, que muito recentemente celebraram o marco dos 32 anos de união .

O apresentador não poupa elogios à serenidade e maturidade da relação e define mesmo um estado das relações, e do amor, a que chama ‘Júlia Pinheiro’, "porque nunca tinha visto ninguém – e olhem que eu conheço muita gente – falar do marido com tamanha dose de equilíbrio na voz, que no caso dela, acolhe um tom diferente, mais suave, mais terno, aveludado. Parece que quer almofadar o que diz, para que nunca se parta aquele dizer".

Leia aqui um excerto dfo emotivo texto de Cláudio Ramos:

…  Este fim de semana jantava com uma amiga e falávamos de coisas da vida, o balanço normal que se faz quando um ano chega ao fim e outro começa. As conversas entram umas pelas outras, e fala-se de tudo. Desabamos no amor. Sempre o amor! (ou a falta dele) Quando chegou o momento de dar um exemplo de uma relação não pensámos duas vezes e quase ao mesmo tempo dissemos: Júlia Pinheiro! Para nós, naquele momento, naquele jantar a expressão máxima de bonita história de amor à nossa escala era a Júlia Pinheiro e fomos divagando sobre as muitas teorias que se podem ter sobre uma história, que de facto, não se conhece por dentro, mas que se imagina… Hoje, de manhã, no programa, sem estar alinhado nem pensado, (a propósito de uma fotografia que o filho Rui Maria partilhou) disse à Júlia que das coisas mais bonitas que tenho e guardo dela é a sua história de amor. Disse-o porque tinha a minha conversa de fim de semana muito presente e disse-o, porque me irrita muito que não tenhamos a coragem de dizer às pessoas com quem trabalhamos todos os dias que há coisas que gostamos muito e nos ficam como referência para lá do que se vê além do óbvio. Eu não gosto do óbvio! Naquele momento e naquele jantar, não me importou a Júlia apresentadora nem directora. Importou-me a  Júlia  que casou há 31 anos cuja história tenho descoberto devagarinho numa mulher tão ‘embriagada’ de amor como se tivesse conhecido o marido a semana passada. Em abono da verdade nunca me sentei com a Júlia no camarim a falar da sua relação, mas exactamente por isso imagino que o que digo e penso é verdade. Júlia fala do marido e da sua história nos momentos em que não se está à espera e aparece sempre com uma novidade, um orgulho, uma frescura, um brilho nos olhos que se abrem como dois faróis nos máximos para clarear tudo à sua volta, fá-lo fora da antena, quando não tem espectadores para avaliarem o que diz. Fá-lo porque lhe sai, lhe apetece, quando conta, por exemplo, orgulhosa que recebeu flores do seu amor. Depois em conversas, no programa, quando falamos de emoções – e falamos muito de nós em alguns segmentos – ela dá exemplos seus de prática quotidiana com a simplicidade de uma felicidade que se inveja, porque parece que é simples mas  nós sabemos que não é. Eu invejo. Na verdade todos invejamos uma bonita história de amor, que está para lá do sucesso profissional que se tenha, da notoriedade que se conquiste, das arreias que chegam todos os dias a casa transportadas pelos filhos, pelo homem do correio, com os kg que o tempo trás, das marcas que ficam na cara depois de se limpar de um inteiro… Depois disso tudo o amor fica. Fica num estado a que naquele jantar chamamos de ‘Júlia Pinheiro’, porque nunca tinha visto ninguém – e olhem que eu conheço muita gente – falar do marido com tamanha dose de equilíbrio na voz, que no caso dela, acolhe um tom diferente, mais suave, mais terno, aveludado. Parece que quer almofadar o que diz, para que nunca se parta aquele dizer.

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Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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