Nacional
Rita Pacheco em 7 de Março de 2019 às 18:00
Adeus emocionado a Jô Caneças

Depois de cerca de dois anos a lutar contra o cancro, Jô Caneças acabou por não resistir à doença. 15 dias após ter dado entrada nos cuidados intensivos da Fundação Champalimaud.

No início de fevereiro, a Lux falou com Jô, que assumiu estar “muito mal” e que desabafou:

“Já vou entrar no segundo ano de quimioterapia e, afinal, os resultados não são nada do que esperava. Achava que ia aguentar, mas não dá, vamos ver como vai ser agora.”

Apesar de se sentir mais em baixo, a mulher de Álvaro Caneças continuava, como desde o primeiro dia, decidida a lutar e a vencer a doença. O casal preparava-se para viajar para Espanha, à procura de tratamentos alternativos, desejo que acabou por não se concretizar.

Maria Goreti Guedes nasceu na Régua. Aos 14 anos, perdeu a mãe, algo que a marcou para sempre. Mais tarde, mudou-se para a zona da Amadora, onde concluiu o primeiro e segundo ciclos de escolaridade à noite, e tirou o curso de bordadeira. Em 1984, conheceu o empresário da construção civil Álvaro Caneças, quase 20 anos mais velho e já divorciado de Lili Caneças, com quem tinha tido dois filhos.

Depois de um breve namoro, casaram-se, mas nunca tiveram filhos. Jô viria a confessar mais tarde que essa decisão se prendeu com o facto de o marido não querer, mas também devido à má relação que mantinha com os enteados. Jô quis sempre provar que não estava com o empresário por interesse. A socialite nunca escondeu que o facto de Rita e João Caneças, filhos do marido, não se darem bem consigo a entristecia muito. No entanto, em junho de 2018, na festa da celebração do seu 85.º aniversário, Álvaro Caneças conseguiu juntar a mulher e os filhos e mostrar que as desavenças estavam já atenuadas.

Durante todo o tempo em que lutou contra o cancro, Jô não baixou os braços e fez questão de se divertir e mostrar que nunca se deixaria abater pela doença.

No entanto, no início de fevereiro, teve de ser retirada, em cadeira de rodas, da Grande Gala do Fado, por estar muito cansada e fragilizada.

No dia 4 de março, não conseguiu lutar mais e acabou por perder a batalha. Depois do velório na Basílica da Estrela, em Lisboa, o funeral seguiu para o Cemitério de Benfica, com os amigos de sempre a fazerem questão de se despedir.

Emocionada, Filomena Cardinali escreveu nas redes sociais sobre a amiga: “A Jô partiu. A guerra terminou e ninguém venceu. O inimigo pensa que ganhou mais uma vez, mas está enganado. A Jô viveu e amou tanto a vida que mesmo havendo alguém que viva até aos 200 anos não vai viver o que a minha amiga viveu. A Jô teve ao seu lado o melhor marido que alguém pode ter. O único marido que eu conheço que amou mais do que ao amor é possível.“

Maria José Galvão de Sousa não conseguiu conter as lágrimas quando disse à Lux: “A Jô era única, uma grande mulher. Agarrou-se a tudo até ao fim, nunca desistiu”, acreditando que, neste momento, Álvaro Caneças, “conseguirá arranjar forças” para encarar a sua perda.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Comentários

pub
pub
Outros títulos desta secção