Nacional
Carnaval de Torres Vedras 2018 tem como tema 'Mares e Oceanos'
Carnaval de Torres Vedras Foto: Divulgação
Redação Lux em 11 de Janeiro de 2018 às 17:53

Em 2018, Carnaval de Torres Vedras voltará a inundar a cidade com ondas de diversão.

O Governo local será levado pelas marés, para outras paragens. Durante seis dias, os reis tomam conta dos destinos de Torres Vedras e espera-se que metam muita água.  “Mares e Oceanos” é o tema deste ano. Oportunidade para, a brincar a brincar, falar de coisas tão sérias quanto a preservação dos nossos Oceanos. Este ano, a missão é fazer a ponte entre foliões e o mundo marinho.

Corso escolar, corsos diurnos e noturnos; 8 carros alegóricos de grandes dimensões que são autênticas obras de arte; grupos de mascarados (uns organizados, outros nem tanto); Matrafonas: Zés Pereiras; cabeçudos; muita música; “marés altas” de saudável loucura. Razões mais do que suficientes para que todos venham ao único Carnaval onde não há espetadores. Todos fazem parte da festa, todos são importantes e necessários e todos estão intimados a divertirem-se. A festa é de arromba, com a habitual criatividade, espontaneidade e sátira política e social.

Dia 9 de fevereiro, às 09h30, realiza-se o tradicional Corso Escolar com 6900 alunos, acompanhados por 900 auxiliares e professores, em representação de 78 estabelecimentos de ensino, desde a creche ao secundário.

A estes, juntam-se as várias associações carnavalescas (Confraria do Carnaval, Ministros e Matrafonas, Lúmbias, Fidalgos e Marias Cachucha). São quase 9 mil participantes naquele que é o corso mais concorrido do Carnaval e que marca o início da folia. Este ano, entrarão no mundo mágico do Carnaval vestidos de Tubarões, Sereias, Polvos, Medusas, Cavalos Marinhos, Marinheiros, Piratas… Porque é assim, desde tenra idade, que o “bicho” do Carnaval se instala.

À noite, realiza-se a cerimónia de entronização de Suas Altezas Reais, os Reis do Carnaval de Torres Vedras. Um momento solene, cheio de pompa e circunstância, de forte componente satírica, no qual Suas Majestades recebem as Chaves da Cidade, das mãos do Presidente da Câmara.

No sábado, dia 10, realiza-se o Corso Noturno e o já tradicional Concurso de Grupos de Mascarados. São esperados milhares de mascarados em representação de dezenas de grupos, que vão percorrer e preencher o perímetro do Corso. Altura para mostrar que a criatividade, aliada ao humor e à sátira social e política, é o que faz do Carnaval de Torres Vedras um acontecimento singular no país. E porque a noite do Carnaval, já se sabe, nunca acaba, as ruas da cidade transformam-se numa discoteca gigante com milhares de foliões a divertirem-se em diversos palcos.

Domingo, 11 de fevereiro, é o dia do primeiro Corso Diurno, a partir das 14h30. Aos milhares de foliões torrienses, juntam-se outros tantos que chegam de todo o país. Esta é a ocasião para o divertimento entre todos, num convívio salutar entre mais novos e veteranos, entre quem desfila e quem assiste. Oportunidade também para admirar o notável trabalho dos artistas plásticos locais que criaram os 8 carros alegóricos que desfilam nas ruas.

Na segunda-feira, 12 de fevereiro, à tarde, entram na “onda” os seniores, no Baile de Máscaras Tradição. À noite, é a vez do Corso Trapalhão. Um desfile sem regras, caoticamente organizado, onde todos podem entrar. Tirar uns trapinhos velhos do baú, dar-lhes vida e ir para o Carnaval de Torres, faz parte da tradição. E ninguém se atrapalha. Esta é também a noite da Matrafona. Os homens assaltam o guarda-roupa feminino e vestem-se (ou despem-se!) de mulher.

Na terça-feira, dia 13, regressa o Corso Diurno. Dá-se tudo o que ainda resta, descarrega-se a energia que ainda sobra, queimam-se os últimos cartuchos. Afinal, este é o último dia de Carnaval e é preciso vivê-lo até ao derradeiro momento.

Dia 14, é a quarta-feira de Cinzas, com o Enterro do Entrudo. Após 6 dias de desgoverno na cidade, o Rei do Carnaval é julgado pelos muitos pecados cometidos no território. 

O cortejo fúnebre percorre a cidade, acompanhado pelas habituais carpideiras que lamentam a inevitável queda do monarca. A Real Confraria do Carnaval, Ministros e Matrafonas, Fidalgos, Lúmbias e outros elementos e personagens da sociedade carnavalesca local, marcam presença nesta cerimónia que marca o fim do reinado.

Mais informações no site Carnaval de Torres Vedras

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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