Nacional
Redação Lux em 18 de Janeiro de 2018 às 08:00
Família e amigos prestam homenagem a Mário Soares, um ano depois da sua morte

O tributo a Mário Soares aconteceu no Cemitério dos Prazeres, na presença de figuras de Estado, familiares, amigos, simpatizantes e admiradores.

Depois de depositadas coroas de flores em frente ao jazigo, seguiram-se os discursos na capela do cemitério e uma visita à exposição de fotografia com alguns dos momentos mais marcantes das cerimónias fúnebres de há um ano. Tal como a irmã, João Soares recordou o pai com saudade e lembrou alguns momentos da vida do pai, sem esquecer o que viveu há um ano: “Foi uma inolvidável despedida, o primeiro funeral de Estado no Portugal democrático. O meu pai viveu a vida com alegria e gosto, mesmo nas dificuldades. Sei que sou suspeito, mas mereceu, com a sua coragem, visão, cultura, serenidade, o seu amor a Portugal e aos portugueses o lugar que tem na história da nossa pátria. Tenho saudades do meu pai, tenho muitas saudades dos meus queridos pais.”

Quando começou a falar não coneguiu conter a emoção e foi de voz embargada que Isabel Soares recordou o pai, Mário Soares, um ano depois da sua morte: “Faz hoje um ano que o meu pai partiu e que viemos aqui sepultá-lo ao lado de minha mãe, Maria Barroso. Esta Cerimónia do Adeus foi única e carregada de simbolismo e emoção. O cortejo fúnebre naquela manhã fria, foi de uma trágica beleza. Depois a voz de minha mãe declamando, como só ela sabia: ‘Quando eu morrer, hei-de morrer primeiro do que tu…’ Tudo foi perfeito.” Isabel não escondeu a imensa saudade que sente do pai: “Até estar doente recusava falar da morte, quase como se isso nunca lhe fosse acontecer. Quando a minha mãe partiu foi a única vez que o vi chorar e começou, também ele a partir devagarinho. Deixou praticamente de sair, de ler os jornais, de se interessar pela vida política e os seus olhos estavam já longe, cheios de uma doce melancolia. O meu pai era, para o João e para mim, o nosso herói. Um ano depois da sua partida, a dor e a saudade não se atenuaram. Aumentam a cada dia que passa. O sentimento de orfandade e tristeza são imensos. É como se tivesse perdido o brilho, a luz. Que saudade, é um vazio imenso. Mas posso garantir que todos nós, filhos e netos respeitaremos o seu legado, honraremos a sua memória e manteremos viva a sua imagem.”

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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