Nacional
Saúde: Doenças reumáticas são a principal causa de absentismo laboral e reformas antecipadas
Reumático
Redação Lux em 19 de Dezembro de 2016 às 10:22

As doenças reumáticas são a principal causa de absentismo laboral e reformas antecipadas, e afetaram a produtividade de cerca de 87% dos doentes do estudo “Doenças Reumáticas: Produtividade, Empregabilidade e Saúde Social”.

Observou-se também um absentismo laboral total de mais de 9 horas por semana por doente ativo.

A iniciativa internacional Fit for Work, em Portugal representada pela plataforma PortugalApto.pt visa analisar a realidade atual do trabalho nos doentes reumáticos e contribuir para a concretização de alterações que promovam uma maior capacitação do doente reumático no mercado de trabalho. Desta forma haverá uma diminuindo do absentismo laboral e das reformas antecipadas o que, consequentemente, contribui para o aumento da produtividade do país.

Resultados deste estudo servirão de base à elaboração posterior de um documento de consenso sobre a empregabilidade. Envolver-se-ão múltiplos parceiros relacionados com a problemática das condições de trabalho dos doentes reumáticos, em particular as associações empresariais, os sindicatos, as associações de doentes e os representantes da classe política.

Augusto Faustino, coordenador da plataforma PortugalApto.pt, explicou que “atualmente enquanto os sistemas de saúde e a segurança social suportam as reformas baixas, as complicações dos doentes reumáticos, as empresas pagam aos trabalhadores, mesmo tendo estes uma baixa produtividade decorrente da sua doença reumática e da sua incapacidade em efetuar as suas atividades profissionais habituais. É importante que todas as entidades envolvidas nesta problemática se juntem em torno da elaboração de uma estratégia conjunta que permita combater este problema, invertendo o sofrimento do doente reumático na efetivação das suas atividades profissionais, diminuindo o absentismo laboral e as reformas antecipada que contribuem para a redução do número de pessoas ativas e consequente produção de riqueza e produtividade do país. Pelo contrário, acreditamos que a mudança e o ajuste coletivo e individual das condições de trabalho dos doentes reumáticos é possível, sendo imperioso demonstrar que a manutenção do trabalho é um bem essencial para o doente reumático, mas que para o conseguir de forma efetiva e sem que este se constitua numa agressão suplementar para o indivíduo doente, muito se terá de fazer para modificar a atual realidade do enquadramento profissional e laboral das doenças reumáticas em Portugal”.

 

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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