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Rui Reininho revela que viveu durante 26 anos com hepatite C
Rui Reininho Foto: Lux
Nair Coelho em 9 de Abril de 2015 às 07:00
Rui Reininho viveu durante 26 anos com hepatite C. A revelação foi feita agora, dois meses depois de o músico ter iniciado o tratamento com o medicamento comparticipado pelo Estado, que garante uma taxa de cura acima dos 95%:

“Neste momento, o vírus desapareceu, não há vestígios. Zero vírgula zero! Negativar ao fim de um mês é extraordinário... É uma alegria enorme!”, disse o vocalista dos GNR, que, se tudo correr bem, em breve ficará livre da doença: “Tem de se ir controlando, mas é uma cura,  mata o bicho! Há um mês que sou considerado curado, em termos médicos. Continuarei a fazer vigilância para controlar e tentar por todos os meios não arranjar uma reinfeção, porque isto não é uma vacina!” Assumido o compromisso de cuidar de si “nos próximos duzentos anos”, o cantor confessa que foi “fatigante” viver com a doença: “Durante anos, aprendi a viver com o vírus, sempre com com certas precauções e até com um certo equilíbrio. Obrigou-me a uma vida mais cuidada e mais cautelosa. Por exemplo, pelo facto de não tolerar grandes ingestões de bebidas brancas. Os vírus não querem que o seu hospedeiro  morra: se não, também vão à vida! [risos] É uma batalha constante. Em termos psicológicos, isso é muito fatigante.”

Com 60 anos feitos em fevereiro, o músico, que é pai de António, de 18 anos, diz que a vontade de “viver mais tempo”  o levou a mudar a sua postura  na vida, sobretudo depois de, no ano passado, ter vivivo uma fase muito complicada da doença: “Desmoralizei, estava um bocado mais aflito... Pensei que estava no limiar. Os médicos disseram-me que estava borderline [no limite] e, a partir dali, a tendência seria para piorar.” 

A fazer há alguns meses uma alimentação vegan e cuidada no que toca ao sal e aos açúcares, Rui revela que se sente bem, apenas com “saudades dos rojões e do bacalhau assado”: “É um bocadinho difícil quando se  anda em viagem como eu ando, mas peço para fazer comida só para mim e ando com o meu próprio sal. É uma diferença fantástica, e toda a gente sabe que o sal é para puxar o drink! Assim, não bebo duas garrafas de verde branco! [risos]”
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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