Nacional
Redação Lux em 15 de Outubro de 2018 às 17:11
Vhils concebe arte inspirada no Seat Arona
1/3 - Tangible – Obra criada pelo Vhils com inspiração no SEAT Arona Foto: Divulgação
2/3 - Carlos Carreiras (Presidente Câmara Municipal de Cascais), Alexandre Farto AKA Vhils, Teresa Lameiras (Diretora Marketing & Comunicação SEAT Portugal), Rodolfo Florit (Diretor Geral SEAT Portugal) Foto: Divulgação
3/3 - Nuno Markl, Alexandre Farto AKA Vhils, Jessica Athayde, Sara Matos, Teresa Lameiras (Diretora Marketing & Comunicação SEAT Portugal), Rodolfo Florit (Diretor Geral SEAT Portugal) Foto: Divulgação

A SEAT desafiou Vhils a construir e partilhar a sua visão artística e original do SEAT Arona. O conhecido artista de arte urbana desenvolveu uma obra inspirada no SUV compacto, que poderá ser vista, no MARCC, o futuro Museu de Arte Urbana e Contemporânea de Cascais.

A peça artística, assinada por Alexandre Farto aka Vhils, é uma reinterpretação singular do SEAT Arona que assenta na premissa de que a arte pode estar em todo o lado, inclusive em qualquer elemento no espaço urbano, e é já a primeira obra deste Museu.

A produção da peça, onde Vhils utilizou técnicas pioneiras, precisou de seis meses para o seu planeamento e concepção, envolveu o uso de 15 toneladas de cimento, tendo sido criada através de um molde composto por ferro, EPS, silicone e fibra de vidro. A produção do molde levou seis semanas e envolveu uma equipa de oito pessoas na sua construção.

Segundo Alexandre Farto aka Vhils, "a ideia foi conceber uma peça inspirada no design do Arona que fosse capaz de eternizar no tempo os elementos únicos que foram pensados para esta linha de veículos. Queria de algum modo eternizar o automóvel enquanto objeto com as suas linhas de design intemporais. Partindo desta ideia base, procurei fazer uma peça que refletisse o ciclo de influência recíproca que existe entre a cidade e os seus habitantes, numa altura em que a maioria da população global vive em centros urbanos. O automóvel é um dos elementos fundamentais desta vivência urbana, expressando conceitos fundamentais como a mobilidade, mas também a identidade individual. A composição da peça desenvolve esta ligação entre os vários elementos através de uma transfiguração entre carro, espaço urbano e também a parte de um rosto humano, evidenciando a importância do olhar ".

Vhils acrescenta: "É uma obra que eu espero possa ser redescoberta daqui a 100 anos quase como um fóssil, um artefacto da sociedade contemporânea em que vivemos, capaz de levar a uma reflexão sobre a nossa condição atual, sobre o momento de desenvolvimento humano de hoje. Daí também a escolha do material. A peça representa, em suma, a ideia de uma certa intemporalidade, que se encontra associada ao design do veículo, mas também do tempo em que vivemos".

Veja o vídeo do making of:

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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