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Nacional
Redação Lux em 21 de Setembro de 2021 às 13:34
Cláudia Jacques: "É uma paixão tão grande! Gosto tanto de dizer e de o apresentar como o meu marido"

“Fui a noiva mais pontual do mundo”, diz Cláudia Jacques com orgulho. Às 9:30 em ponto estava pronta e maquilhada e às 11 horas, deslumbrante com um vestido de noiva do amigo Gio Rodrigues e com uma tiara assinada pelo criador de jóias, Luis Garcia, Cláudia entrou na Quinta da Salada, no Douro, propriedade do casal amigo Leonor Osório e kkkk, padrinhos de casamento e sentiu-se “a sonhar de olhos abertos, ao entrar “num jardim encantado de conto de fadas”, decorado com centenas de flores nos tons com que deu o mote “rosa bebé e alfazema” e o dress code feminino.

Ali se deu a romântica civil, à qual assistiu um grupo restrito constituído pelas nove madrinhas, os seis padrinhos, as filhas da Claudia, e Mafalda, de 26 anos e Carolina, de 21 e os filhos do Belmiro Costa, André, de 21 e Alexandre, de 19 anos e os amigos que se envolveram para tornarem este dia na concretização dos desejos do casal. Como símbolo de união, Cláudia Jacques e Belmiro Costa trocaram colares de flores deixando a troca de alianças para o segundo momento do casamento, a realizar-se no dia 25 de setembro, em Marraquexe.

“O meu amor estava mais nervoso que eu. Chorou, emocionou-se e eu senti uma emoção muito forte, um sentimento de amor e alegria imensos. É uma paixão tão grande! Gosto tanto de dizer e de o apresentar como o meu marido. É um upgrade na nossa vida. Foi muito emocionante!”, descreve Cláudia Jacques.

A relações públicas admite que “houve um misto grande de emoções” devido à morte muito recente da mãe, Astrid, no dia 27 de agosto e do pai, João Jacques, ocorrida no ano passado, no Dia do Pai. Duas ausências muito sentidas. Quando o conservador disse os nomes dos pais, Cláudia não conseguiu suster as lágrimas. “Dói-me muito ainda… é muito recente. Sinto um aperto no peito no estômago, a minha mãe gostava muito do Belmiro. Quando lhe disse que me pediu em casamento, ela ficou tão contente (…) O Belmiro não conheceu o meu pai porque estávamos em pandemia. De alguma forma, sinto veio para a minha vida dar aquele aconchego que o meu pai teria dado. O universo foi meu amigo. Houve uma lei das compensações, eu ia perder o meu pai e o Belmiro entrou para a minha vida” - conta emocionada, acrescentando -  “Quando puseram uma música dos Coldplay “A Sky full of Stars” olhei para o céu e imaginei que duas daquelas estrelas brilhantes seriam eles… Pensei ‘os meus pais estão lá de cima a ver isto tudo e a sentir um orgulho enorme’. Tive um ano difícil mas tive estas compensações que vieram atenuar a dor que tenho no meu coração, o dia foi transformado num dia de sonho. As pessoas sabiam que eu estava frágil e empenharam-se tanto e cuidaram tanto de mim. Tive uma sorte tão grande toda com as pessoas todas. Estou de coração muito cheio”.

O apoio das filhas, Mafalda e Carolina, e a partilha da felicidade deste dia com ambas é de grande importância para Cláudia que destaca ainda o grande carinho com Belmiro com as filhas. “ Ambas gostam imenso do Belmiro”. “A minha filha Mafalda voltou a dizer-me no dia do casamento que o Belmiro lhe faz lembrar o avô e isso emociona-me muito. O Belmiro conquistou-me completamente porque tem uma série de qualidades que eu aprecio. É muito paciente, muito boa pessoa, é um homem bom, muito honesto, muito correto, muito sério, características que fazem de um homem um pilar importante. Numa das surpresas que nos fizeram, num vídeo, a Carolina disse que o Belmiro trouxe a calma que eu preciso. Elas sentem que ele traz esse equilíbrio muito grande à minha vida, contrabalança muito bem com a minha personalidade mais intempestiva”.  

Aos 56 anos, este foi o sexto casamento de Cláudia e o terceiro para Belmiro Costa, de 50 anos. “Na realidade, eu só casei quatro vezes porque, curiosamente, não casei com os dois pais das minhas filhas, independentemente de termos falado em casamento e termos até dado passos nesse sentido, até andámos de aliança no dedo… mas uma união de facto é valida também”, explicou Cláudia à Lux evidenciando, “ Eu acredito que o casamento é uma união que incute uma certa seriedade numa relação, não só para nós dois como para quem nos rodeia. Uma pessoa sente que tem de facto uma oficialização da relação.  E o dia do casamento é sempre um dia bonito , é sempre um ponto alto para uma relação, é sempre um dia que fica na memória de um casal e quando não há este dia na vida num casal, a mim parece-me que falta algo importante, um momento, uma celebração. A aliança, o vestido, tudo o que envolve um casamento incute uma magia e uma beleza na relação, portanto, eu acredito sempre que casar é maravilhoso. Depois, eu adoro ser pedida em casamento e já fui pedida em casamento dez vezes! Não casei com todos, obviamente, mas eram pessoas de quem gostava e com quem tive uma relação e eu sinto um orgulho e uma vaidade imensa em ter sido pedida em casamento tantas vezes e ter tido estes seis maridos. Quando um homem nos pede em casamento mostra que tem uma intenção de seriedade e de continuidade numa relação, portanto está ali com tudo e isso da uma segurança e alegria imensa, adoro ser pedida e casamento, adoro o casamento. Claro que este último teve um gosto especial. Foi exatamente o casamento que eu sonhei e aconteceu tal e qual como eu queria”.

Cláudia explica também por que o facto de já ter passado por cinco casamentos não a fez ficar apreensiva em voltar a casar-se: “Eu não sou hoje a mesma pessoa que era quando me casei pela primeira vez aos 23. Tenho mais maturidade, outra experiência de vida. Eu sei que existiram os outros casamentos, mas é uma sensação estranha, porque não sou a mesma pessoa, nem fisicamente na minha aparência, nem no interior, na minha cabeça, nos meus pensamentos, na minha forma de estar na  vida. Aos 56 anos,  sou uma mulher completamente diferente. Tenho uma historia de vida muito cheia, muito plena, tenho vivido muito a minha vida e estas relações e estes casamentos foram muito importantes para a constrição da pessoa que sou hoje. Tenho a sorte de que nenhuma relação foi traumatizante, nem os divórcios, dai não ter nenhum medo de me casar outra vez. E agora espero sinceramente que esta seja a ultima vez”.

É com esse desejo em conta, que Cláudia Jacques se regozija por ir “fechar com chave de ouro” a oficialização da relação com Belmiro com um segundo momento de casamento, a troca de aliança dia 25 em Marraquexe. “Não vejo a hora porque quero muito ver a aliança na mão do meu marido”, confessa. Cláudia Jacques explicou à Lux que a ideia original, depois do romântico pedido de casamento durante um passeio de gondola em Veneza, em junho, era um casamento fora de Portugal “porque fazer um casamento aqui implicaria convidar muitas pessoas e além de ser altamente dispendioso e altamente cansativo e eu não queria ferir suscetibilidades de ninguém, nem de ter um casamento com muita gente em quase não teríamos tempos para dar atenção um ao outro. O Belmiro não conhecia Marraquexe e era um destino não muito longe e não muito caro”. Entretanto, um amigo sugeriu fazer primeiro o casamento civil em Portugal. “Esta quinta no Douro é uma quinta linda onde eu o Belmiro estivemos várias vezes e temos um carinho especial, numa região que eu adoro e os donos são nosso amigos, sabíamos que a Leonor fazia gosto e assim foi, nada muito planeado. Gostamos tanto um do outro e ter dois momentos de casamento não podia ser mais maravilhoso”.

Para rematar, à beira de partir para Marraquexe, Cláudia resume os seus sentimentos deste dia tão especial: “Sinto uma felicidade tão grande, que transborda em lágrimas de felicidade, de emoção, por me sentir tão acarinhada! É maior do que eu. Sou abençoada de ter pessoas maravilhosas, de luz, de coração bom, à minha volta. Foi um dia de revelações de amor. Os meus pais devem estar muito orgulhosos”.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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