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Internacional
Michael Owen devastado com cegueira progressiva do filho: 'Se pudesse dava-lhe os meus olhos'
Michael Owen
Redação Lux em 2 de Fevereiro de 2024 às 10:00

Michael Owen abriu o coração e falou sobre a doença o filho, James, de 17 anos, que foi diagnosticado aos 8 anos com doença de Stargardt, uma condição genética rara, incurável, que atinge a zona central da retina e que o conduz progressivamente à cegueira. 

"Ao início foi muito complicado para mim. Obviamente queres que os teus filhos tenham uma vida perfeita, mas agora encaro tudo como um 'pequeno' obstáculo na vida do James. Claro que é algo com que ele terá de viver, mas é assim que tenho de ver as coisas", revelou o antigo internacional inglês, de 44 anos, ao 'Daily Mail' numa entrevista ao lado do filho.

"Ele significa mais do que tudo na vida para mim e se pudesse dava-lhe os meus olhos, fazia uma troca... Mas temos de viver com esta situação, não há nada a fazer. Ele podia pensar 'porquê eu?' Mas o James não é assim. Ao início talvez tenha pensado nisso, mas agora, como ele próprio diz, é um tipo positivo", acrescentou.

James, que sonhava em pequeno vir a ser futebolista, falou na sua condição de forma descomplexada: "Costumava vir aborrecido da escola porque não conseguia ver as coisas como os outros miúdos e algumas pessoas riam-se disso. Na altura era um rapaz completamente diferente, mais negativo em relação à doença. Agora encaro as coisas de outra forma e devo isso ao meu pai. Ele ajudou-me muito e definitivamente tornou-me numa pessoa mais feliz. Aprendi a rir da situação".

Michael Owen recordou que no início foi difícil lidar com a situação: "Fui abaixo porque percebi as ramificações que isto teria no futuro dele. Por exemplo, não poderá conduzir. Não vai poder falar de futebol no pub comigo e com o avô porque não vai conseguir acompanhar o jogo na televisão. Mas divertimo-nos a fazer outras coisas. Ele ouve, ri e brinca. Não faz parte do meu feitio pensar nas coisas de forma negativa. Não acordo todas as manhãs a pensar 'Oh o James, os olhos...' Acordo e penso 'que companheiro!' Ele é genuinamente um bom rapaz."

Owen confessou também que deixara de levar o filho a consultas de rotina: "Para quê? Para nos dizerem que ele não vai melhorar? Para dizerem que piorou cinco por cento nos últimos dois anos?"

 "Esperamos por um tratamento que o ajude, mas enquanto isso não acontece, seguimos com as nossas vidas", concluiu.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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