Os termos não foram divulgados, mas o litígio mediático entre Blake Lively e a produtora Wayfarer Studios, de Justin Baldoni, chegou a acordo duas semanas antes do início do julgamento, evitando assim a ida a tribunal.
A atriz acusou Baldoni de assédio sexual durante as filmagens de It Ends With Us e de ter promovido uma campanha para manchar a sua reputação após as denúncias — alegações que Baldoni sempre negou. Um juiz federal já tinha rejeitado a maioria das acusações, incluindo assédio e difamação, por questões legais, mantendo apenas três pontos relacionados com retaliação e quebra de contrato, dirigidos à produtora e não ao realizador.
Num comunicado conjunto, as partes reconheceram que a produção “apresentou desafios” e que “as preocupações levantadas pela Sra. Lively mereciam ser ouvidas”. Acrescentaram ainda: “Mantemos um compromisso firme com locais de trabalho livres de impropriedades e ambientes improdutivos” e expressaram o desejo de que o acordo “permita encerrar este capítulo e seguir em frente de forma construtiva e em paz, incluindo num ambiente online respeitoso”.
O caso começou no final de 2024, após uma queixa apresentada por Lively. A atriz alegou comentários inapropriados, improvisos em cenas íntimas e comportamentos desconfortáveis no set. Baldoni respondeu que se tratava de “nada mais do que falhas de comunicação e comentários embaraçosos”, defendendo que alguns temas eram relevantes para a história do filme.
A disputa incluiu ainda acusações de manipulação da opinião pública e vários processos paralelos, incluindo uma ação de difamação de 400 milhões de dólares intentada por Baldoni contra Lively e o marido, Ryan Reynolds, posteriormente rejeitada pelo tribunal.







