Jeffrey Epstein deixou escrito, dois dias antes de morrer na prisão em Nova Iorque, um testamento no qual manifestava a intenção de legar grande parte da sua fortuna e propriedades à namorada. O documento, tornado público no dia 31 de janeiro, foi assinado a 8 de agosto de 2019, pouco antes de o magnata norte-americano ser encontrado morto na sua cela, a 10 do mesmo mês.
Segundo a ABC News, o financeiro pretendia deixar cerca de 288 milhões de dólares à companheira, Karyna Shuliak, bem como a ilha de Little Saint James, nas Caraibas, o rancho Zorro, no Novo México, e imóveis em Nova Iorque, Paris e na Florida. O testamento prevê ainda a distribuição de bens por pelo menos 44 beneficiários, incluindo cerca de 10 milhões de dólares para Ghislaine Maxwell e valores semelhantes para o irmão, Mark Epstein, e para o piloto Larry Visoski.
Recorde-se que os documentos foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que tornou públicas mais de três milhões de páginas relacionadas com o caso.
Embora os documentos revelados mostrem que Epstein pretendia deixar grandes somas de dinheiro, propriedades e outros bens à sua namorada e a outros beneficiários, muitos desses legados não chegaram a ser entregues conforme o plano original. A maior parte do património foi colocada num trust e grande parte foi usada para indemnizar vítimas, pagar despesas legais e impostos, deixando apenas uma fração ainda envolvida em processos judiciais enquanto o espólio é administrado.







