Sharon Osbourne revelou por que razão não avançou com o pacto de suicídio assistido que tinha com o marido, Ozzy Osbourne, depois da morte do músico, ocorrida a 22 de julho, aos 76 anos. A explicação foi dada numa exibida na quarta-feira, 10 de dezembro, na qual , falou abertamente sobre o luto.
A empresária e apresentadora, de 73 anos, disse em entrevista ao programa Piers Morgan Uncensored, que a principal razão para ter decidido continuar viva foram os três filhos do casal, Aimee, Kelly e Jack. “Eu teria ido com o Ozzy. Sim, sem dúvida, já fiz tudo o que queria faze. Mas eles têm sido… incrivelmente, absolutamente magníficos comigo, os três".
Sharon recordou um episódio do passado que marcou a sua decisão. Contou que, anos antes, quando passou por uma crise de saúde mental e esteve internada numa unidade de apoio, conheceu duas jovens cujas mães se tinham suicidado. “Vi o estado em que aquelas duas jovens estavam e o que isso tinha feito às suas vidas, e pensei: nunca, nunca, nunca farei isso aos meus filhos”, relatou, no mesmo programa.
O pacto de suicídio assistido entre Sharon e Ozzy Osbourne foi tornado público pela própria em 2007, no livro de memórias Survivor: My Story – The Next Chapter. Na altura, explicou que ambos ponderavam recorrer à organização suíça Dignitas caso algum deles viesse a sofrer de demência.
A ideia ganhou forma após a morte do pai de Sharon, Don Arden, que padecia de Alzheimer, também em 2007. Nesse ano, Sharon disse ao Daily Mirror: “Acreditamos 100% na eutanásia, por isso fizemos planos para ir para o apartamento de suicídio assistido na Suíça se alguma vez tivermos uma doença que afete o cérebro. Se eu ou o Ozzy tivermos Alzheimer, acabou — vamos embora”. Acrescentou ainda que os filhos foram informados da decisão e concordaram com a vontade dos pais.
Anos mais tarde, em 2014, o próprio Ozzy Osbourne alargou o âmbito do pacto. Em declarações ao Daily Mirror, afirmou que a decisão incluiria qualquer “condição que ameaçasse a vida”. “Se não puder viver a minha vida da forma como a vivo agora (…) então é isso… Suíça”, disse o músico, acrescentando que não queria sobreviver dependente de máquinas.







