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Internacional
Penélope Cruz completa 50 anos e diz-se num momento em que a família é o mais importante
Penélope Cruz e Javier Bardem - antestreia de "Loving Pablo" - 74º Festival de Cinema de Veneza 06.09.17 Foto: Reuters
Redação Lux em 17 de Maio de 2024 às 18:00

A atriz espanhola completou 50 anos no dia 28 de abril. A festa foi privada, mas digna da estrela de Hollywood em que se transformou, e contou com convidados como Pedro Almodóvar, Matt Damon, Robert De Niro, Maggie
Gyllenhaal, Salma Hayek, Rosalía ou Ricky Martin.

“Não me incomoda que me perguntem sobre a idade, porque as pessoas fazem-no desde que tinha 20 e poucos anos. Acho que me incomodava mais naquela altura do que agora. Hoje, faz mais sentido discutir os 50 anos. É algo enorme e lindo, e que quero muito comemorar. Significa que estou cá e estou saudável e isso é um motivo de festa”, disse à revista Elle.

Penélope Cruz, que conta com mais de 60 filmes no currículo, já trabalhou com os maiores nomes da indústria. A filha mais velha do comerciante Eduardo e da cabeleireira Encarna, recebeu o nome por causa da música “Penélope”, de Joan Manuel Serrat, famoso compositor e cantor espanhol. Aos 14 anos, Penélope Cruz, que era fã dos filmes de Pedro Almodóvar, e ainda sem saber a importante amizade e ligação profissional que iriam desenvolver, foi ao cinema ver “Ata-me”. Ao The Guardian confessou sobre esse dia: “Mudou muitas coisas na minha vida.” Soube imediatamente que representar era o que queria. Conseguiu e, aos 17 anos, estreou-se no cinema com o filme “Jamón, Jamón”, de Bigas Luna, onde contracenou pela primeira vez com o agora seu marido, Javier Bardem, e em que surgia seminua, algo que, mais tarde, confessou tê-la deixado desconfortável. Depois de entrar em vários filmes italianos, chegou finalmente ao universo Almodóvar com uma pequena participação no filme “Carne Trémula”.

Dois anos depois brilhou em “Tudo Sobre a Minha Mãe”, o primeiro de mais seis filmes que a atriz e o realizador fizeram ao longo dos anos. Em vários dos seus projetos, o realizador retratou-a como mãe, muito antes de o ser na vida real: “Na verdade, o Pedro sempre me viu como mãe. Conhecemo-nos desde os meus 17 anos e ele via-me a meter conversa com estranhos só para ir ver os seus bebés. Acho que sempre viu aquele instinto forte e inevitável em mim. Mas também, desde pequena que sabia que queria filhos, apesar de saber que queria esperar até sentir que estava pronta, porque tinha a certeza de que seria a coisa mais importante que faria na minha vida”, disse à Elle.

Depois de relações com atores como Matt Damon, Tom Cruise e Matthew McConaughey, Penélope Cruz apaixonou-se por Javier Bardem em 2007, durante as filmagens de “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen, o terceiro filme que os atores rodaram juntos. Casaram-se em 2010 e, dois anos depois, foram pais pela primeira vez, de um rapaz, a quem chamaram Leo. Em 2014 nasceu Luna. “A mudança mais radical que vivi foi tornar-me mãe. A maternidade é a prioridade da minha vida.” Cruz e Bardem são muito reservados e protetores com os filhos e a atriz defende. “Cabe-lhes a eles decidir se vão ter um trabalho mais exposto ao público ou não. Eles podem falar sobre isso quando estiverem prontos.”

Penélope diz que os filhos só poderão ter contas em redes sociais aos 16 anos e que “nem têm telefones”. E justifica: “É tão fácil ser-se manipulado, especialmente se tivermos um cérebro ainda em formação. É uma experiência cruel com crianças e adolescentes.” Com liberdade para escolher os projetos em que participa, Penélope Cruz dedica grande parte do seu tempo à família: “Estou programada para me proteger, já não tenho a ambição que tinha aos 20 e aos 30 anos, a filmar sem parar, fiz isso durante duas décadas.” E acrescenta: “Há uma dança de idas e vindas entre a ficção e a realidade. Tenho a sorte de ter isso, mas talvez me faça sentir ou sofrer mais. É como uma hipersensibilidade em todos os sentidos, visualmente, ao som, aos sentimentos das pessoas... Tem sido uma das principais coisas com que lido na terapia: como trabalhar o equilíbrio, para que possa continuar a sentir essas coisas sem tornar esses sentimentos meus. Às vezes, as personagens que interpreto podem ser desconfortáveis e dolorosas. É difícil deixá-las ir, mas, no final, sinto sempre que eles me deixaram um pouco mais compassiva. E há uma rede de segurança, porque sabemos que esta não é a nossa realidade. Isso cria menos julgamento e mais compaixão em todas as áreas da minha vida.” 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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