PUB
PUB
Internacional
Ex-príncipe André de Inglaterra detido no dia do 66.º aniversário
Príncipe André - Família real de Inglaterra na tradicional Missa Pascal 27.03.2016 Foto: Reuters
Redação Lux em 19 de Fevereiro de 2026 às 11:24

O ex-príncipe André de Inglaterra foi detido na manhã desta quinta-feira, 19 de fevereiro, no dia em que celebrou 66 anos, na propriedade de Sandringham, em Norfolk, onde reside por decisão do irmão, o rei Carlos III. A polícia realizou ainda buscas em moradas em Berkshire e Norfolk.

A BBC avançou que o antigo duque de Iorque é suspeito de má conduta em funções públicas, no âmbito de alegações de que terá partilhado informação confidencial com Jeffrey Epstein quando era enviado especial para o comércio internacional do Reino Unido, entre 2001 e 2011. A polícia de Thames Valley confirmou, em comunicado, que “foi hoje detido um homem na casa dos sessenta anos” e que permanece sob custódia, sem o identificar.

A 9 de fevereiro, o Palácio de Buckingham declarou que “se formos contactados pela polícia, estamos prontos para cooperar”, acrescentando que o rei manifestou “profunda preocupação” com as alegações. André tem negado qualquer irregularidade.

André Mountbatten-Windsor tem sido associado a Jeffrey Epstein devido à amizade que manteve com o financeiro norte-americano, condenado por crimes sexuais. A relação tornou-se pública após a divulgação de fotografias e contactos entre ambos, incluindo uma visita de André à residência de Epstein em Nova Iorque, em 2010, já depois da primeira condenação do empresário.

O antigo duque de Iorque, que entretanto se afastou da vida pública, foi acusado por Virginia Giuffre de agressão sexual quando esta era menor — acusações que sempre negou. Em 2022, chegou a um acordo extrajudicial, sem admitir culpa.

Mais recentemente, surgiram alegações de que, enquanto enviado especial para o comércio internacional, poderá ter partilhado informação confidencial com Epstein, algo que também nega.

Jeffrey Epstein foi encontrado morto a 10 de agosto de 2019, numa cela do Metropolitan Correctional Center, em Nova Iorque, onde aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual de menores. As autoridades norte-americanas concluíram que a morte resultou de suicídio por enforcamento. No entanto, o caso gerou controvérsia e várias teorias, devido a falhas na vigilância da prisão nessa noite.

Epstein tinha sido detido em julho de 2019 e já tinha sido anteriormente condenado, em 2008, por crimes sexuais envolvendo menores. A sua morte travou o processo judicial que poderia expor detalhes adicionais sobre a sua rede de contactos, incluindo figuras públicas.

O Departamento de Justiça norte-americano tornou públicos, a 30 de janeiro de 2026, novos ficheiros relacionados com a investigação à rede de tráfico sexual de menores atribuída a Epstein. Esta divulgação integra a libertação faseada de provas e comunicações apreendidas ao longo do inquérito criminal, após decisões judiciais que autorizaram a sua desclassificação.

Entre o material divulgado constam trocas de emails entre Epstein e Andrew Mountbatten-Windsor, datadas do período em que este exercia funções como enviado especial britânico para o comércio internacional. Foi a inclusão dessas comunicações no novo lote de documentos que reativou o escrutínio público e político sobre o antigo duque de Iorque.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Comentários

PUB
pub
PUB
Outros títulos desta secção