O príncipe André, filho mais novo da rainha Isabel II, anunciou a renúncia ao título de Duque de York, após anos de controvérsias e críticas relacionadas às suas ligações com o financista norte-americano Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual de menores.
A decisão, confirmada pelo Palácio de Buckingham, também inclui a saída de André da Ordem da Jarreteira, permanecendo apenas com o título de príncipe, que é irremovível por ser de nascimento. No comunicado oficial, André afirmou que tomou a decisão em conjunto com o rei Carlos III e outros familiares, para não prejudicar a imagem da monarquia. Reforçou ainda que mantém a sua decisão de se afastar da vida pública e negou todas as acusações.
A ex-mulher, Sarah Ferguson, deixará também de ser tratada como Duquesa de York, enquanto as filhas, Beatrice e Eugenie, manterão os títulos de princesas.
O príncipe, de 65 anos e oitavo na linha de sucessão ao trono, já teve uma carreira militar destacada, tendo participado na Guerra das Malvinas. A renúncia ocorre no momento em que novas revelações sobre o caso Epstein voltam a ganhar destaque, incluindo trechos de um livro póstumo de Virginia Giuffre, que afirma ter sido abusada por Epstein e forçada a manter relações com o príncipe quando era menor de idade.
Epstein, amigo de figuras influentes e do atual presidente dos EUA, foi encontrado morto em 2019, numa prisão de Nova Iorque, onde aguardava julgamento.







