O ex-príncipe André terá usado a residência real de Sandringham, uma das propriedades mais estimadas da rainha Isabel II, para pelo menos um encontro ligado a Jeffrey Epstein, segundo revelam novas imagens divulgadas pelas autoridades norte-americanas.
A revelação resulta da publicação, na sexta-feira, 19 de dezembro, de milhares de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). Entre os registos está uma fotografia a preto e branco que mostra André, hoje com 65 anos, na companhia de Ghislaine Maxwell, cúmplice condenada de Epstein, numa sala da propriedade de Sandringham, no condado de Norfolk, avançou o jornal The Times.
A imagem, captada no salão da residência, mostra o ex-príncipe deitado sobre o colo de várias mulheres, cujas identidades foram ocultadas. Sandringham era um local particularmente querido da rainha Isabel II, onde a família real passava tradicionalmente o Natal e o Ano Novo.
A divulgação reforça o escrutínio sobre a relação entre André e Epstein, que morreu por suicídio em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. Em outubro, André foi afastado de todos os títulos reais, numa decisão tomada pelo rei Carlos III, com o apoio de outros membros da família real, incluindo o príncipe William, segundo a revista PEOPLE.
A ligação entre André e Epstein tornou-se pública no início dos anos 2000 e levou, em 2015, à inclusão do ex-príncipe num processo judicial movido por Virginia Giuffre, que alegou ter sido traficada sexualmente e abusada por André quando tinha 17 anos.. André negou sempre as acusações. Em 2022, chegou a um acordo extrajudicial com Giuffre, por um montante não divulgado.
Giuffre morreu por suicídio a 24 de abril de 2025, aos 41 anos.







