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Internacional
Primeira encíclica de Papa Leão XIV coloca inteligência artificial no centro do debate ético global
Robert Francis Prevost é o novo Papa Leão XIV
Redação Lux em 26 de Maio de 2026 às 15:34

Papa Leão fez na sua primeira encíclica, “Magnifica Humanitas”, um marco inédito ao dedicar o primeiro grande documento do seu pontificado à inteligência artificial, situando-a como o grande desafio moral da era contemporânea e uma espécie de nova revolução industrial. O texto apela ao “desarmar da IA”, isto é, travar a sua lógica de domínio e concentração de poder, defendendo que a tecnologia deve servir a humanidade e não substituí-la ou controlá-la.

O Papa alerta para os riscos da guerra com sistemas autónomos, sublinhando que nenhum algoritmo pode tornar o conflito moralmente aceitável, e denuncia a tendência para tornar a violência mais rápida, impessoal e desresponsabilizada. Critica ainda a concentração do poder tecnológico em grandes empresas e a criação de novas desigualdades digitais, pedindo regras internacionais que protejam o bem comum.

A encíclica também chama a atenção para o custo humano da economia digital, desde a exploração laboral no treino de modelos de IA até às condições perigosas na extração de matérias-primas. No final, o apelo central é claro: manter a dignidade humana no centro do progresso tecnológico e evitar uma “desumanização digital” da sociedade.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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