Brigitte Bardot morreu este domingo, 28 de dezembro, aos 91 anos. A atriz francesa faleceu durante a manhã na sua casa em Saint-Tropez, no sul de França. A informação foi confirmada pela Fundação Brigitte Bardot, em comunicado citado pela agência France-Presse (AFP).
“A Fundação Brigitte Bardot anuncia com imensa tristeza o falecimento da sua fundadora e presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora mundialmente reconhecida, que escolheu abandonar a sua prestigiada carreira para dedicar a sua vida e energia à defesa dos animais e à sua Fundação”, lê-se na nota divulgada pela instituição.
As causas da morte não foram reveladas. Em outubro, a atriz tinha sido internada de urgência devido a uma “doença grave”, segundo foi então noticiado pela imprensa francesa.
O Presidente francês reagiu à morte da atriz, sublinhando a importância histórica da sua figura pública. Emmanuel Macron afirmou que a França perdeu “uma lenda do século” que “personificava uma vida de liberdade”, em declarações divulgadas pela presidência francesa.
Brigitte Bardot afastou-se do cinema há mais de 50 anos, deixando uma carreira com cerca de 50 filmes. Entre os momentos mais marcantes contam-se a dança ao som de mambo em “E Deus criou a mulher” (1956) e o monólogo inicial, nua, em “O Desprezo” (1963), obras que se tornaram referências da história do cinema.
Depois de abandonar os ecrãs, dedicou-se integralmente à defesa dos direitos dos animais, causa que marcou a segunda metade da sua vida pública. Em 1986, fundou a Fundação Brigitte Bardot, através da qual liderou campanhas contra a caça de focas, os maus-tratos a animais de companhia e outras práticas que considerava cruéis.
Nos últimos anos, viveu de forma discreta em Saint-Tropez, afastada da vida pública, mantendo apenas intervenções ocasionais relacionadas com a proteção animal.
Recorde-se que Brigitte Bardot nasceu em Paris, a 28 de setembro de 1934. Tornou-se um dos maiores símbolos do cinema europeu das décadas de 1950 e 1960, sendo também cantora, modelo e referência cultural internacional. Casou-se quatro vezes, teve um filho e esteve envolvida ao longo da vida em polémicas ligadas a declarações políticas, algumas das quais lhe valeram condenações judiciais em França.







