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Inês Castel-Branco revela à Lux que o filho gostaria de seguir os seus passos na representação
Inês Castel-Branco Foto: Artur Lourenço/Lux
Redação Lux em 2 de Fevereiro de 2024 às 17:00

"Gostava que ele fosse feliz.” A resposta é um cliché, simples e honesta, mas que revela o que qualquer mãe deverá desejar para um filho. E é esse também o sonho de Inês Castel-Branco, que, no entanto, foi recentemente surpreendida por uma confissão de Simão: a vontade de ser ator. “Já lhe disse: ‘Calma, não é assim! Se queres ser ator, vais ter que me convencer que queres.’ Porque há uma diferença entre ser ator e ser famoso”, explica a atriz, ressalvando que “nesta idade é muito fácil” cair-se no deslumbramento. “Por eu ser atriz, ele não me vai convencer que quer ser ator do dia para a noite. Vai ter que fazer aquilo que eu não fiz com a minha mãe (porque nunca disse que queria ser atriz), que é: ‘Mãe, está aqui esta licenciatura, está aqui este curso lá fora...’ Vai ter que me provar que não é só um devaneio”, complementa. Aos 13 anos e a frequentar o 8.º ano de escolaridade, Simão tem deixado a mãe muito orgulhosa. “Está igual a si próprio, sempre foi um miúdo ótimo! Sei que sou muito babada e digo sempre as mesmas coisas, mas até na adolescência está a ser super cool!” – conta, bem-disposta. “Agora que a escola está a apertar um bocadinho já tem momentos de stress... É estranho vermos o nosso filho, a pessoa que mais amamos, a stressar com um teste! Mas faz parte e acho que ele está a crescer bem. Estou muito orgulhosa do filho que tenho”, afirma.

Além de feliz no seu papel de mãe, Inês mostra-se também realizada com a fase profissional que atravessa. A atriz é uma das caras da nova novela da TVI, “Cacau”, e não poderia estar mais confiante no sucesso deste projeto. “Junta o Brasil e Lisboa, a urbe e a selva, de uma maneira que fica brutal. Sou suspeita, mas se esta novela não for um sucesso mais nenhuma vai ser... e a novela acabou! [risos] Faz-me lembrar as novelas que via quando era miúda, o ‘Roque Santeiro’, a ‘Tieta’... Não é só por ter um elenco e uma realização brasileiras e se passar no Brasil, porque o nosso elenco português também é brutal. São as duas coisas misturadas, mais a técnica e a escrita.” Além disso, destaca a qualidade do elenco: “Pessoalmente, o facto de ter voltado para a TVI faz com que tenha oportunidade de trabalhar com atores com quem nunca trabalhei, como a Alexandra Lencastre, a Fernanda Serrano e o Paulo Pires, e estou a adorar! São pessoas que sempre admirei desde pequena e é um sonho concretizado.”

A acrescentar a isto tudo, há outro ingrediente que a faz ficar rendida a “Cacau”: a sua personagem, Lalá. “Nasceu no Seixal, tem vergonha das suas origens humildes e uma péssima relação com a mãe e o irmão. Aliás, finge que eles não existem há muitos anos. O próprio filho, interpretado pelo Lucas Dutra, nem sequer sabe que existe uma avó e um tio. Por ter este trauma da infância humilde, lutou, estudou e tornou-se na melhor advogada no melhor escritório. É uma mulher sem escrúpulos e muito ambiciosa, que usa o corpo, a cabeça, a inteligência, a sedução e a manipulação para conseguir aquilo que quer, que é ser rica”, descreve Inês.

Mas não fica por aqui. Há outra característica que torna Lalá numa personagem ainda mais desafiante, e que até lhe lembra uma figura pública ligada ao humor. “Qual é o twist para outras vilãs que já fiz? É que ela é muito cómica! Não tem filtros, é tipo a Joana Marques, diz aquilo que pensas e nunca dizes! [risos] É uma delícia para uma atriz”, garante, entusiasmada. Além de estar dedicada a “Cacau”, a atriz também gravou recentemente a terceira temporada dos novos “Morangos com Açúcar”, série em que já tinha participado quando era mais nova. “Foi incrível voltar à Alice ao fim de 20 anos! Se calhar, foi há um bocadinho menos... acho sempre que sou mais velha do que sou, desde pequenina! [risos] Mas foi incrível por, acima de tudo, trabalhar com um grupo de miúdos”, afirma. ”Foi incrível aprender com eles o que é esta nova geração em relação à política, à sexualidade... a tudo! Como também por ver como é que os miúdos novos, que estão a começar, encaram o trabalho. É muito diferente, até porque eles têm mais bases e a evolução também é muito maior”, considera Inês, realçando igualmente o bom ambiente que se vivia entre todos. “Vivíamos muito fora, em Vila Nova de Milfontes. Foi quase como voltar a Tróia, quando fiz os primeiros ‘Morangos’. Havia aquela coisa do ‘grupo’, que passa a noite e o dia junto, as refeições todas, ainda íamos beber um copo a um bar... Uma vez, levei o meu filho para passar uns dias connosco, quando estava de férias. Eles trataram-no muito bem, como se fosse um deles, e ele chegou a casa encantado”, conta Inês.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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