O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi operado a uma hérnia encarcerada no Hospital de São João, no Porto, após ter sentido um mal-estar quando regressava das cerimónias fúnebres de António Mota, em Amarante. A intervenção durou cerca de uma hora e, segundo a Presidência, ao final da noite Marcelo já se encontrava “acordado e bem disposto”.
A presidente do hospital, Maria João Baptista, confirmou que a cirurgia decorreu sem complicações e que foi realizada no momento certo. A equipa médica prevê um internamento de aproximadamente dois dias, embora a recuperação varie de caso para caso. O Presidente terá de descansar e reduzir a sua atividade até recuperar totalmente.
Apesar do internamento, Marcelo Rebelo de Sousa mantém todas as funções presidenciais, não sendo necessária qualquer substituição pelo presidente da Assembleia da República.
Esta é a segunda vez, em sete anos, que o chefe de Estado é operado a uma hérnia encarcerada — a primeira ocorreu em 2018, no Hospital Curry Cabral. Antes da cirurgia de urgência, Marcelo realizou uma TAC abdominal que confirmou o diagnóstico.
Inicialmente, a Presidência tinha atribuído o mal-estar a uma “paragem de digestão”, ocorrida após a participação nas exéquias de António Mota. Mais cedo, o Presidente estivera em Lisboa nas comemorações do 1.º de Dezembro, apenas 11 dias antes de completar 77 anos.







