Cândido Mota morreu na madrugada de domingo, 3 de maio, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado, confirmou fonte familiar à agência Lusa.
O locutor, de 82 anos, encontrava-se doente há algum tempo e morreu “sem sofrimento, rodeado da família e amigos próximos”, adiantou a filha, Teresa Mota, em declarações à Lusa.
Figura marcante da rádio em Portugal, destacou-se pelo timbre grave e pelo papel pioneiro na interação com ouvintes, nomeadamente no programa “O Passageiro da Noite”, lançado em 1979. Com carreira iniciada aos 17 anos no Rádio Clube Português, consolidou-se na Rádio Comercial e, mais tarde, na televisão, colaborando com Herman José e participando em vários formatos da RTP e da SIC.
Cândido Mota manteve uma forte intervenção cívica, sendo militante do Partido Comunista Português e presença habitual na Festa do Avante!. Nos últimos anos, afastou-se da vida pública, residindo na Casa do Artista, em Lisboa.
O velório realiza-se esta segunda-feira, a partir das 16h00, na casa mortuária da Igreja de São João de Deus, em Lisboa, estando a cremação marcada para terça-feira, às 13h00, no Cemitério do Alto de São João.







