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Nacional
José Castelo Branco acusado de violência doméstica: 'A minha preocupação não é a minha crucificação, é salvar a minha Betty'
José Castelo Branco e Betty Grafstein Foto: Tiago Frazão/Lux
Redação Lux em 6 de Maio de 2024 às 16:35

“Ministério Público investiga José Castelo Branco acusado de violência doméstica contra Betty Grafstein.” A notícia, avançada pelo Expresso no dia 2 de maio, causou um verdadeiro choque e está, desde aí, sob os holofotes da imprensa. Betty Grafstein, de 95 anos, está internada no Hospital CUF de Cascais desde o dia 20 de abril, com uma fratura do fémur e ferimentos no braço esquerdo e, segundo o semanário, a mulher de José Castelo Branco ter-se-á queixado “a vários profissionais de saúde” de “comportamento abusivo físico e psicológico recorrente” por parte do marido.  José Castelo Branco que explicou, na altura, que Betty sofreu uma queda acidental no quarto do hotel onde se encontravam hospedados, soube destas notícias através da comunicação social e afirma não ter sido contactado por qualquer entidade, mas confirma que não é autorizado a visitar Betty, que, entretanto, foi diagnosticada com uma pneumonia e se encontra nos cuidados intermédios.

“Estou desesperado! Eu não sei nada, não sei nada da Betty… Isto não pode estar a acontecer! Ela está sozinha, ela precisa de mim, eu dou-lhe muita força, sempre dei! São mais de 28 anos juntos, sempre estive ao lado dela, sempre a apoiei e agora ela está lá sozinha, sozinha… Nem quero pensar. Não sei o que fazer. Só tremo, só choro. Quero falar com os médicos! Não posso fazer nada. Quero ver a Betty! Há três dias que não sei nada da Betty, estou numa angústia sem-fim, a viver um pesadelo. Tantas vezes que ela já foi internada em Nova Iorque, eu sempre estive lá com ela! Eu tenho de estar ao pé dela… Não sei o que dizer... Estou um caco, não sei o que pensar, o que fazer”, disse José Castelo Branco, mostrando-se bastante perturbado ao telefone com a Lux.

 Sobre as acusações que pesam na base da investigação, José Castelo Branco mostrou-se completamente aturdido: “Eu, maltratar a Betty? Como é possível? Mas o que está a acontecer, meu Deus?! Eu que só o que tenho feito é puxar por ela! Não posso acreditar que venham dizer uma coisa dessas! Estou a ser crucificado, mas a minha preocupação não é a minha crucificação, é salvar a minha Betty. Quero estar com ela, tenho de estar ao lado dela, ela precisa de mim!” Muito transtornado com a situação, José Castelo Branco recusa-se a acreditar que a mulher possa ter sugerido a denúncia da parte dos médicos: “A última vez que a vi ela não estava a comer nada, achei-a muito fraca, muito fraca mesmo, muito debilitada, nem reconheceu um amigo de sempre que a foi visitar. Estava muito baralhada.”

Plenamente convencido dos fundamentos para as acusações vindas a lume, Abel Dias, conhecido jornalista e cronista social que é amigo de Betty desde os anos 90, veio a público declarar que, quando visitou Betty no Hospital CUF Cascais, esta lhe pediu ajuda pela segunda vez, embora não lhe tenha relatado os maus-tratos, e a incentivou a fazer a queixa. “A Betty já me tinha pedido ajuda quando a fui visitar ao hospital antes do batizado e, desta vez, voltou a dizer: ‘Help me’, aliás, pediu-me para a salvar.” O fotógrafo atesta que o seu papel não foi de denúncia, mas de incentivar Betty a fazê-la, mostrando que tinha amigos e pessoas que a apoiariam nessa decisão. “Ela está bem, fala bem. Ela não estava nada baralhada, pediu-me ajuda e o que eu lhe disse foi que ela tinha amigos que a iam apoiar. Não me disse que tinha sido empurrada, isso falou com os médicos e, pelos vistos, eles já tinham quase a certeza. No dia seguinte, falou com a polícia e fez a queixa.”

Abel Dias explica por que razão, por mais suspeitas que tenham existido no passado, como dá a entender que houve, nunca ele próprio ou ninguém terá agido: “Ninguém arrisca, porque ela, depois, podia desmentir, porque ela tem medo dele e muita vergonha, ela sente muito vergonha. Tinha de ser ela a fazer a queixa.” O fotógrafo atesta: “Com certeza que o José Castelo Branco nunca bateu na Betty à frente da minha pessoa, isso seria diferente. Mas ele é malcriado e foi malcriado muitas vezes à minha frente e à frente de outras pessoas.”

Abel Dias, que não voltou a visitar Betty devido ao seu estado atual de saúde, confirmou ainda que sabe de fonte próxima que Roger Basile, o único filho que Betty tem e que é fruto do seu primeiro casamento (a herança da Grafstein Diamond Company vem do segundo casamento de Betty com Albert Grafstein, que morreu em 1991), já foi inteirado de todo este processo e ajudará a mãe. “Não fui eu que falei com o filho, mas sei ele está a par e quer que a Betty regresse aos EUA assim que puder, assim que tiver condições para fazer a viagem.” 

Segundo avança o CM, a GNR começou esta segunda-feira, 6 de maio, a ouvir testemunhas, nomeadamente os profissionais de saúde a quem Betty Grafstein terá relatado os maus-tratos e a denúncia conta já com cinco testemunhas. José Castelo Branco está impedido de visitar a mulher e terá sido Betty Grafstein a fazer esse pedido ao hospital e à GNR. 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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