Carlos Brito, uma das figuras históricas do PCP, morreu esta quinta-feira aos 93 anos, na sua casa em Alcoutim, após ter estado internado no Hospital de Faro. Militante antifascista desde a juventude, iniciou a atividade política aos 17 anos no MUD Juvenil. Durante a ditadura do Estado Novo, foi preso três vezes, passando cerca de oito anos nas cadeias de Caxias, Aljube e Peniche. Libertado em 1966, viveu entre a clandestinidade e o exílio em França até ao 25 de Abril.
Em democracia, destacou-se como deputado e dirigente comunista, liderando a bancada parlamentar do PCP durante 15 anos. Em 1980, chegou a candidatar-se às presidenciais, mas retirou a candidatura em apoio a Ramalho Eanes. Nos anos 2000 afastou-se da direção do partido, defendendo maior democratização interna. Além da política, dedicou-se à escrita e à vida autárquica no Algarve.







