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Nacional
Judite de Sousa reage à sua polémica saída da CNN
CROP Judite Sousa - Gala Troféus de Televisão 2017 TV 7 Dias Foto: João Cabral/Lux
Redação Lux em 11 de Agosto de 2022 às 10:00

No dia 1 de agosto, Judite Sousa publicou nas redes sociais uma foto com a descrição: “A desfrutar o ‘sossego’ de não ser mais uma ‘figura pública’ nestes dias de verão 2022.”

A frase levou uma seguidora a perguntar à jornalista se tinha deixado a CNN, ao que Judite Sousa respondeu “há mês e meio”. Instalou-se então a polémica de uma saída que nem os espetadores e nem, segundo Nuno Santos, a estação tinham conhecimento.

“A saída da Judite é uma circunstância que nos deixa tristes. Nós tivemos conhecimento ontem nas redes sociais de que a Judite terá denunciado o seu contrato de trabalho. Para nós, isso foi uma novidade, porque não é a informação que temos aqui. A Judite tem um contrato de prestação de serviços com a TVI e com a CNN Portugal e está de baixa médica até ao próximo dia 11 de agosto”, explicou o diretor da CNN Portugal, primeiro no programa “Dois às 10” e, mais tarde, no “Jornal da Uma”, onde assumiu um “sentimento de revolta” devido ao que se tem escrito na comunicação social, nomeadamente sobre a forma como a CNN terá tratado a jornalista, a falta de seguro quando Judite Sousa se deslocou à Ucrânia para a cobertura da guerra e a falta de pagamento de ordenados. Situações que Nuno Santos desmentiu: “Foi para Lviv obviamente com um seguro. O que se fez, aquando da partida de Judite Sousa para a Ucrânia, foi um contrato com inscrição na Segurança Social. Isso aconteceu com a concordância da jornalista e do seu advogado. Também terá sido dito que a Judite terá estado sem acesso a dinheiro. Isso não tem correspondência com a verdade.” Sobre os alegados meses sem receber, o diretor da CNN afirmou: “Judite Sousa tem com a CNN Portugal um contrato de prestação de serviços. A natureza do vínculo (assente nos chamados ‘recibos verdes’) foi acordada pelas partes, por proposta da própria jornalista… O pagamento acontece mediante apresentação de fatura. Judite Sousa esteve, de facto, uns meses sem receber, porque não enviou fatura, apesar de ter sido instigada várias vezes a regularizar a situação. Neste momento, a empresa não deve um euro à jornalista”, refere Nuno Santos, que conclui: “A direção da CNN Portugal está confortável com a forma como tratou Judite Sousa ao longo destes meses. Fê-la sentir-se desejada e acarinhada no regresso à televisão, procurou protegê-la nas suas vulnerabilidades, foi compreensiva perante as ausências motivadas por questões de saúde. Acresce que Judite Sousa teve condições únicas para trabalhar, com uma equipa de profissionais de primeira linha, escolhida pela própria e que esteve sempre ao seu lado.”

Depois de se ter mantido todo o dia em silêncio, a jornalista acabou por recorrer às redes sociais para esclarecer toda a situação. “Em primeiro lugar, quero deixar uma palavra de estima ao empresário Mário Ferreira. Encontrámo-nos uma vez e foi de uma simpatia inexcedível. Em segundo lugar, quero agradecer ao Nuno Santos por me ter ‘tirado’ do sofá e me ter escolhido, sem que eu o pedisse, para abrir as emissões da CNN Portugal”, começa por dizer a jornalista que foi o rosto da primeira emissão da CNN, no dia 22 de novembro de 2021. E esclarece: “Em terceiro lugar, quero dizer que o meu contrato de trabalho acabou mais cedo por minha e exclusiva iniciativa. Porquê? Porque entendi que quero tentar ser feliz e que para isso tinha que sair do espaço público. Foi uma decisão de VIDA.”

Judite fala também da questão das remunerações: “O meu contrato recibos verdes foi assinado pela empresa (direção de recursos humanos e direção financeira) na primeira semana de maio. Gostaria ainda de dizer que não existindo contrato assinado, também não existiu remuneração. E porquê? Porque como as minhas funções editoriais não eram assumidas perante o grupo de trabalho, entendi que não assinaria o referido contrato de trabalho”, afirma, dizendo que foi nestas circunstância que foi para a Ucrânia, salientando que manifestou vontade de o fazer. “Sabia que não tinha contrato de trabalho, mas não sabia que não tinha seguro de saúde. A empresa, ao dar conta do problema, elaborou um contrato de trabalho com uma duração de 30 dias. Acontece que o erro já estava feito. Eu estava ausente do país e esse documento nunca existiu à face da lei, porque nunca foi assinado por mim. Sem dinheiro? Sim. Nunca vi uma moeda ou uma nota ucraniana. Para beber uma água, tomar um café, almoçar, pedia ao jovem repórter de imagem que pagasse a minha despesa. E assim se passaram duas semanas. Com uma chamada de uma equipa médica de urgência ao hotel em Lviv, onde fui injetada duas vezes”, conta a jornalista. Judite diz também ter excedido as suas funções contratuais: “Estive na noite eleitoral, no Jubileu de Platina da rainha com 12 reportagens em quatro dias, para não falar dos múltiplos diretos. Dito isto, estou grata e, principalmente, estou confortável com este ciclo, novo, mas breve. A vida é demasiadamente efémera para nos desgastarmos quando podemos tropeçar na morte ao virar da esquina. Felicidades Mário! Felicidades Nuno!”

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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