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Aos 38 anos, Carina Vaz lança-se como empresária e está otimista
Aos 38 anos, Carina Vaz lança-se como empresária Foto: DR
Nair Coelho em 12 de Junho de 2020 às 18:00

Há cerca de um ano, Carina Vaz começou a dar os primeiros passos como empresária e, já este ano, deu a conhecer a sua própria marca de carteiras de pele, feitas à mão. Sem medo de arriscar e com muitas ideias na cabeça, deu vida à WAY, sobre a qual nos fala nesta entrevista.

Orgulhosa, Carina Vaz, de 38 anos, tem estado totalmente dedicada a este novo projeto, pessoal e ambicioso.

Em standby está, por enquanto, a sua carreira como repórter e apresentadora, uma vez que o programa “Estação de Serviço”, que apresentava no Porto Canal, terminou. Sobre o futuro, diz: “Sou uma pessoa que gosta de desafios. Se surgir algo com que me identifique, por que não?”

Lux – Quando e como surgiu a ideia de criar uma coleção de carteiras?
Carina Vaz – Cresci num meio ligado à indústria das peles e desde sempre me interessei pelo processo criativo e de confeção. Costumava ir às grandes feiras de moda em Milão e Paris, onde tínhamos acesso ao que de melhor se fazia nesse setor. Criar uma marca com peles genuínas e padrões diferenciados sempre foi um desejo antigo, que agora ganhou forma. E a WAY tem modelos muito versáteis, para uma mulher que aprecia peças exclusivas e de qualidade.

Lux – O que costuma trazer sempre consigo?
C.V. – Os essenciais são mesmo o telemóvel, a carteira com os documentos, as chaves de casa e do carro, alguns básicos de maquilhagem, caneta e uma agenda... Andam sempre comigo!

Lux – O nome da marca foi fácil de escolher?
C.V. – Não foi logo à primeira... Envolveu todo um processo de estudo, pois queria um nome que tivesse um significado para mim, de fácil perceção e leitura. WAY acabou por surgir de uma forma muito natural... O nome tem múltiplos significados, mas é sobretudo o caminho que escolhemos, ou os múltiplos caminhos que temos pela frente e que podemos seguir.

Lux – As peças são feitas em Portugal? Como funciona o processo?
C.V. – As malas são todas confecionadas em Portugal, com peles genuínas. Também os materiais utilizados foram desenhados e produzidos numa fábrica no Norte. Temos uma indústria muito forte no setor de confeção e produção e devemos valorizar o que é nacional. Felizmente, tenho uma equipa ótima a trabalhar comigo e uma designer que me ajuda a dar corpo às ideias que transmito. Por vezes, acaba por ser um processo moroso, pois fazemos muitos protótipos até chegar à versão final. Relativamente à escolha das peles e dos padrões, sou eu que acompanho todo o processo nas fábricas. Adoro ver as ideias a ganharem forma até conseguirmos atingir o objetivo final.

Lux – O mundo empresarial pode ser assustador quando não se tem experiência. A Carina é uma mulher que gosta de arriscar?
C.V. – O que não nos desafia não nos faz mudar. Ficar estagnado ou com receio de fazer algo novo é o maior risco de todos. Empreender com dedicação, esforço e amor no que fazes é fundamental.

Lux – A pandemia de Covid-19 obrigou-a a adiar o lançamento da marca?
C.V. – Estou a trabalhar na WAY há cerca de um ano e o lançamento colidiu com esta situação que vivemos, daí ter de adiar várias situações que tinha previstas. Temos de nos adaptar à nova realidade, mas não podemos parar.

Lux – Como tem viveu o isolamento social? O que tem aproveitado para fazer?
C.V. – Tenho trabalhado na marca, a partir de casa, o que me ocupa bastante tempo. Estou em contato com os meus colaboradores e aproveito para desenvolver novos produtos e ideias para a marca. Além disso, tenho feito exercício, confecionado algumas receitas saudáveis e aproveitado a companhia dos meus cães.

Lux – Está em excelente forma física. Que cuidados tem para a manter?
C.V. – Fazer exercício físico diariamente é uma prática que adquiri há muitos anos e é fundamental para me sentir saudável a todos os níveis. A minha alimentação é baseada em cozidos e grelhados, raramente como carne, bebo imensa água e sou viciada em chá. O único ritual que tenho é beber água com limão em jejum.

Lux – Tem uma preocupação constante com a imagem? Faz questão de estar sempre bem arranjada?
C.V. – Gosto de viver a vida e não me privo de nada. Os cuidados que tenho são básicos e acabam por ser um conjunto de escolhas saudáveis, que se tornaram hábitos.

Lux – A partir dos 30, começam as perguntas sobre para quando os filhos. É uma pergunta que lhe desagrada ou lida com essa pressão de forma descontraída?
C.V. – Sou uma pessoa tranquila nesse aspeto e não me regulo segundo os padrões que a sociedade impõe. No entanto, acho que esse conceito está cada vez mais ultrapassado, não havendo idade exata para se ser mãe, casar…

Lux – Fazer televisão continua a ser um desafio para a si?
C.V. – Neste momento estou focada na WAY, um projeto que me diz muito e que me deixa feliz vê-lo crescer. No entanto, sou uma pessoa que gosta de desafios, se surgir algo com o qual me identifique, por que não?

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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