Nacional
Morreu José Anahory, antigo baterista d' Os Náufragos
Fundo preto
Redação Lux em 13 de Setembro de 2019 às 09:33

José Anahory, baterista dos portugueses Os Náufragos, morreu no dia 8 de setembro.

A notícia foi dada por Manuel Fúria, mentor d' Os Náufragos:

" Hoje estou muito triste: ontem à noite, na madrugada de 7 para 8 de Setembro de 2019, José Anahory deixou o mundo dos vivos. O Zé foi baterista dos Náufragos, espírito inquieto, coração transparente, deixou-nos com uma ferida aberta por partir assim tão novo. Dói sempre mais, não é?

Connosco deu muitos concertos, foi companheiro de viagem, adversário no debate de ideias, espírito sedento pelo desconhecido, mesmo que fosse pautado segundo o “aborrecido” 4 por 4. O Zé não tinha par e ser um grande baterista era um mero pormenor, apesar de ter sido esse o isco que nos aproximou. Foi Náufrago um tempo, depois deixou de ser, substituído pelo Vasco, seu grande amigo de infância (e rival nas baquetas). O Zé foi fazer o que mais o apaixonava, ser um cavalo selvagem no território mais permissivo a espíritos dessa natureza: a música Jazz. Mas antes disso teve ainda tempo de figurar nos créditos do último álbum que lançámos em 2017, “Viva Fúria”, e de ter participado nessa grande empresa que foi a produção d’”O Conto de Inverno” de Shakespeare, dirigida por Marcos Barbosa, juntamente com o Teatro Oficina de Guimarães.
Em nome de todos os Náufragos que partilharam com o Zé um lugar de trabalho e amizade deixo um profundo e sentido voto de condolências à sua família e amigos. Rezamos pela sua alma.
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[publicação escrita Domingo, 8 de Setembro de 2019] Hoje estou muito triste: ontem à noite, na madrugada de 7 para 8 de Setembro de 2019, José Anahory deixou o mundo dos vivos. O Zé foi baterista dos Náufragos, espírito inquieto, coração transparente, deixou-nos com uma ferida aberta por partir assim tão novo. Dói sempre mais, não é? Connosco deu muitos concertos, foi companheiro de viagem, adversário no debate de ideias, espírito sedento pelo desconhecido, mesmo que fosse pautado segundo o “aborrecido” 4 por 4. O Zé não tinha par e ser um grande baterista era um mero pormenor, apesar de ter sido esse o isco que nos aproximou. Foi Náufrago um tempo, depois deixou de ser, substituído pelo Vasco, seu grande amigo de infância (e rival nas baquetas). O Zé foi fazer o que mais o apaixonava, ser um cavalo selvagem no território mais permissivo a espíritos dessa natureza: a música Jazz. Mas antes disso teve ainda tempo de figurar nos créditos do último álbum que lançámos em 2017, “Viva Fúria”, e de ter participado nessa grande empresa que foi a produção d’”O Conto de Inverno” de Shakespeare, dirigida por Marcos Barbosa, juntamente com o Teatro Oficina de Guimarães. Em nome de todos os Náufragos que partilharam com o Zé um lugar de trabalho e amizade deixo um profundo e sentido voto de condolências à sua família e amigos. Rezamos pela sua alma. Manuel Fúria

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Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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