José Rodrigues dos Santos apresentou o seu mais recente romance, O Sexto Sentido, mais uma aventura de Tomás Noronha onde volta a cruzar ciência, religião e mistério, levando o leitor aos confins da consciência humana e às fronteiras mais subtis entre o racional e o divino num enredo que combina reflexão filosófica com o ritmo de um thriller.
Inspirado em descobertas científicas de instituições de referência como Harvard e o Centro Champalimaud, O Sexto Sentido mergulha no universo dos enteógenos, substâncias psicadélicas com potenciais aplicações terapêuticas e espirituais.
O autor sublinha que o tema tem implicações para lá da medicina: “O poder parece ir para além da terapia. Eles estão a mostrar capacidade de nos revelar coisas profundas sobre nós mesmos, a realidade, a vida e o universo”.
Em entrevista ao programa Dois às 10, Rodrigues dos Santos reconheceu a ousadia da temática: “Escrevo sobre coisas arriscadas. Este é um tema com grande sensibilidade.” Contou ainda “Foi a minha filha que em chamou a atençao para uma questão muito filosófica deste, que inicialmente não queria tratar até por causa das dependências, mas descobri que algumas substâncias até curam vícios e são menos tóxicas que o álcool.”
Com a curiosidade intelectual que o caracteriza, o autor afirma procurar sempre “mostrar o lado interessante das coisas, aquilo que é fascinante e que nos afeta”. A sua obra continua, assim, a provocar debate e reflexão sobre o que nos define enquanto seres conscientes.
Casado há 37 anos, pai de Catarina e Inês e avô de Isabela, de 2 anos. José Rodrigues dos Santos revela-se igualmente radiante com a sua vida familiar, destacando a alegria do papel de avô e as relações que considera o seu maior património.







