Um homem conduz sem destino, ao acaso, vira à direita, vira à esquerda até que o carro fica atolado numa estrada florestal. Sai do carro e perde-se no interior da floresta, debaixo do céu escuro e de neve. Quase morre de frio e de cansaço. Entre questões e hesitações o homem segue, perdido nos seus pensamentos, em imagens que lhe trazem memórias. Um jogo entre o passado presente e futuro, que se vive no mesmo plano, pondo em causa o que vê, o que é realidade ou espectro. No meio deste existencialismo o homem vê uma estranha brancura luminosa.
Uma Brancura Luminosa, adaptação para teatro do livro homónimo de Jon Fosse por Sandra Barata Belo, que assina também a encenação, estreou em Lisboa a 14 de Janeiro, no Teatro Variedades, com interpretação de Ricardo Pereira e Sandra Barata Belo.
Em cena até 25 de Janeiro, Uma Brancura Luminosa tem música de Filho da Mãe, cujos acordes e composições em guitarra acústica e eléctrica reforçam a dualidade deste universo ficcional e as ideias de solidão, medo, amor e espiritualidade que permeiam a encenação, construindo um ambiente sonoro que conduz sempre para um outro caminho menos óbvio.
Uma Brancura Luminosa é uma das mais recentes obras de ficção do escritor norueguês, Jon Fosse, Prémio Nobel da Literatura em 2023.
A edição portuguesa na base da adaptação é da Cavalo de Ferro - Penguin Random House, com tradução do norueguês por Liliete Martins.







