Um mês após o seu desaparecimento ter sido denunciado publicamente por Cláudio Ramos, a irmã do apresentador, Iara Ramos Nascimento, decidiu relatar pela primeira vez o que viveu antes e durante os dias em que esteve incontactável. Num vídeo divulgado no Facebook, Iara fez críticas directas à família, descreveu três anos de sofrimento emocional e recordou o período traumático que passou em Madrid, onde acabou internada num hospital psiquiátrico.
No testemunho, Iara explica que tem utilizado estes vídeos como forma de desabafo, referindo sentir-se frequentemente isolada. Garantiu ainda que tudo o que disse anteriormente, sobretudo sobre a sua vida e o seu estado emocional, foi verdadeiro: “não inventei nada daquilo que disse”.
A cabeleireira afirma estar em luta há vários anos e acusa o irmão de não ter prestado atenção aos sinais: “Ele sabia do que se estava a passar, se não sabia também foi falta de cuidado”. Acrescenta que durante este período se sentiu excluída pela própria família: “O que não souberam também não quiseram saber (...) fizeram-me sentir culpada de tudo e mais alguma coisa porque a pessoa quando não sabe é um jogo psicológico muito duro”.
Sobre a fuga para Madrid, explica que a dor emocional a levou a tentar escapar: “A única coisa que queria era fugir”. Conta que desenvolveu um sentimento intenso de perseguição: “Eu fui realmente perseguida por muita gente, mas pronto”.
Descreve depois episódios graves vividos na capital espanhola, incluindo dormir na rua, esconder-se debaixo de carros, falta de comida e água, e comportamentos de risco: “Subi vários prédios. Vocês não têm noção do que eu passei”.
A situação agravou-se ao ponto de beber água de lava-carros e procurar refúgio em locais perigosos: “Para me refugiar subi um telhado, foi uma noite horrível”.
O momento mais crítico ocorreu quando tentou evitar o resgate dos bombeiros, chegando a saltar para árvores cada vez mais altas. Iara admite que, em desespero, chegou a pensar em desistir da própria vida: “decidi por mim que não queria mais estar aqui. Uma coisa que eu… pensei que era impensável alguma vez fazer, mas naquele momento foi o que pensei”.







