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Rui Oliveira denuncia troca do corpo do irmão na morgue do Hospital São José
Rui Oliveira e Manuel Luís Goucha - Gala de entrega dos prémios revista Mais Alentejo 11.11.16 Foto: Tiago Frazão/Lux
Redação Lux em 22 de Janeiro de 2026 às 13:07

Rui Oliveira atravessa um momento de dor profunda após a morte do irmão, Mário Oliveira Nunes, aos 69 anos, vítima de cancro, na quarta-feira, 14 de janeiro. O luto da família foi agravado por uma situação insólita: o corpo entregue para o velório não era o do familiar, devido a uma troca na morgue do Hospital São José, em Lisboa.

O marido de Manuel Luís Goucha falou sobre o caso numa entrevista ao Jornal Nacional, da TVI, na sexta-feira, 16 de janeiro, onde não escondeu a revolta. “É inacreditável que haja uma negligência tão grosseira quanto esta. Nenhum corpo pode sair de uma morgue sem ser identificado”, afirmou.

O velório estava marcado para as 16h00, na capela do Cemitério de Carnaxide. Nessa altura, Rui Oliveira, de 56 anos, encontrava-se doente em casa, tendo sido representado pelo marido, Manuel Luís Goucha, de 70 anos, que esteve presente no local. A viúva, Manuela Lupi e Costa, decidiu pedir a abertura da urna para se despedir do marido, uma vez que não o via desde o dia anterior, quando o deixou no hospital. Foi nesse momento que percebeu que o corpo não correspondia ao de Mário Oliveira Nunes, apesar de estar vestido com a roupa entregue à agência funerária. O choque foi imediato. O apresentador da TVI reagiu com incredulidade, segundo relatou a própria viúva: “Abracei-me ao meu cunhado e disse-lhe: ‘Trocaram o corpo do Mário’. Ele respondeu-me: ‘Isto é inacreditável…’”

Rui Oliveira detalhou: “Ela pede ao agente da funerária que abra a urna para se despedir do marido. E é quando se apercebe de que há um corpo que não é o do marido, vestido com a roupa e tudo o que ela tinha dado à agência para vestir o cadáver do marido.”

Entretanto, o Hospital São José reconheceu o erro. Em declarações ao Notícias ao Minuto, o Conselho de Administração e a direção do serviço de Anatomia Patológica/Casa Mortuária lamentaram “profundamente” o sucedido e garantiram que a situação foi “prontamente retificada”. Ao mesmo órgão, a unidade hospitalar esclareceu: “O corpo levantado da casa mortuária pela agência funerária não foi o correto, tendo sido rapidamente corrigida a situação.”

O hospital informou ainda que “o Conselho de Administração da ULS São José determinou a abertura de um processo de inquérito, para apurar as circunstâncias do sucedido”. Sobre o caso, Rui Oliveira comentou também à CMTV: “Alguma coisa deve ter falhado naquela morgue.”

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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