Florência, nome incontornável da música popular portuguesa na década de 1970, morreu no dia 18 de julho, em Lisboa, aos 86 anos. A confirmação da sua morte foi feita pela Casa do Artista sendo que as causas do falecimento não foram reveladas.
Natural do Porto, onde nasceu a 12 de setembro de 1938, começou a cantar ainda adolescente, aos 13 anos, no Rádio Clube do Norte. A sua presença destacou-se desde cedo, ao vencer dois prestigiados concursos da época: Rainha das Cantadeiras do Porto e Rainha das Cantadeiras de Portugal.
Em 1953 mudou-se com a família para o Brasil, onde deu continuidade ao percurso artístico, trabalhando em rádio e televisão e gravando os seus primeiros discos sob o nome Florência de Fátima. Já na década de 60, regressa a Portugal e passa a atuar regularmente em casinos de norte a sul do país.
Entre 1970 e 1980, editou sete álbuns pela editora Orfeu. Foi com o EP Moda da Amora Negra, lançado em 1971, que alcançou dois dos seus maiores êxitos: a faixa principal e De Rosa Ao Peito, canção que mais tarde seria reinterpretada por Mariza com o título Rosa Branca.
Em 1979 concorreu ao Festival da Canção com o tema O Comboio do Tua, alcançando o oitavo lugar na final. Nessa década, experimentou ainda os palcos do Teatro de Revista, com a peça O Último Tango em Lisboa. A sua carreira foi reconhecida com dois discos de ouro.
Florência foi casada com Domingos Parker, com quem fundou o Rádio Clube de Matosinhos. O casal teve uma filha.







