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Nacional
Anna Westerlund revoltada com requisição civil da sua casa no Zmar
Pedro Lima e Anna Westerlund
Redação Lux em 30 de Abril de 2021 às 15:29

Anna Westerlund expressou a sua indignação face à decisão do governo da disponibilização das casas no empreendimento Zmar, onde tem uma casa, para receber doentes Covid de Odemira, a maior parte trabalhadores nas estufas locais.

São Teotónio e Longueira-Almograve, duas freguesias do município de Odemira,foram colocadas numa cerca sanitária, tendo o governo avançado com medidas de rastreio e isolamento dos infetados por Covid-19. Para garantir o confinamento obrigatório dos doentes, avançou com a requisição temporária do ZMar.

A viúva de Pedro Lima evidencia que sente que está "a a viver numa ditadura". "Não são os empresários que os contratam que são responsáveis por eles? Não é o governo que fecha os olhos à quantidade deles que devem estar ilegais que cuida deles? Sou eu que sou OBRIGADA a ceder a minha casa para os receber", questiona.

Anna Westerlund evidencia ainda que o Zmar "está já há muito tempo numa situação financeira difícil e agora que tinha um investidor decidido a dar ao Zmar a dignidade que merece, acontece isto"


Pergunto eu se o investidor desistir, quem é que se vai preocupar com os 200 trabalhadores do Zmar que vão ficar sem trabalho?
Se o Zmar fechar quem é que se vai preocupar com a dinamização turística importante que este empreendimento proporciona naquela região?
Se o Zmar fechar quem é que se vai preocupar com os proprietários que ficam com casas na “terra de ninguém”?

Leia aqui a mensagem na íntegra:

Desde ontem que sinto que estou a viver numa DITADURA!!
Temos uma casa no @zmarecoexperience, e o governo decidiu que a temos de disponibilizar para receber doentes covid de Odemira a maior parte deles trabalhadores nas estufas locais. Diz o primeiro ministro que eles têm direito a viver em condições dignas (obviamente, mas esse direito não começou ontem!)

Pergunto eu, há quanto tempo é que eles não vivem em cima uns dos outros enfiados em casas sabe-se lá em que condições. Não é desde o tempo do covid!!!
E agora não são os empresários que os contratam que são responsáveis por eles? Não é o governo que fecha os olhos à quantidade deles que devem estar ilegais que cuida deles?
Sou eu que sou OBRIGADA a ceder a minha casa para os receber.

Melhor ainda, o Zmar está já há muito tempo numa situação financeira difícil e agora que tinha um investidor decidido a dar ao Zmar a dignidade que merece, acontece isto.
Pergunto eu se o investidor desistir, quem é que se vai preocupar com os 200 trabalhadores do Zmar que vão ficar sem trabalho?
Se o Zmar fechar quem é que se vai preocupar com a dinamização turística importante que este empreendimento proporciona naquela região?
Se o Zmar fechar quem é que se vai preocupar com os proprietários que ficam com casas na “terra de ninguém”?

Gostava de saber o que é que o primeiro ministro vai requisitar nessa altura!?

Pelos vistos nós cidadãos comuns que cumprimos com as nossas obrigações, perdemos facilmente os nossos direitos a favor de empresários que não tomam conta dos direitos dos seus trabalhadores.

Isto que está a acontecer com o Zmar e que parece uma simples requisição civil para resolver o COVID naquela zona é o camuflar de uma descaracterização daquela região que se enche de estufas, da ganância económica que não pára para pensar nem olha a meios.

Isto que está a acontecer no Zmar é MUITO GRAVE.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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