Nacional
Bárbara Guimarães faz revelações chocantes sobre Carrilho: "Ele queria que eu laqueasse as trompas"
Bárbara Guimarães - Audiência Campus da Justiça 17.06.16 Foto: João Cabral/Lux
Natália Ribeiro em 1 de Agosto de 2016 às 12:46

A última sessão do julgamento em que Manuel Maria Carrilho é acusado do crime de violência doméstica foi marcada por um clima de grande tensão.

Bárbara Guimarães não escondeu o nervosismo enquanto era interrogada pelo advogado do ex-marido. Paulo Sá e Cunha tentou fragilizá-la e provar que mentiu, ao longo dos anos, em várias entrevistas que deu sobre o marido e o casamento. Bárbara justificou os elogios públicos que sempre fez a Carrilho com a necessidade de se proteger e aos filhos.

“Não ia dizer às revistas o que se estava a passar na minha vida pessoal, o que se estava a passar na minha casa. Nunca disse!”, afirmou.

A certa altura, ainda a sessão ia no início, a apresentadora afirmou que tinha medo do ex-marido. Sentado atrás dela, o antigo ministro riu-se. 
Bárbara não se conteve e explo­diu. “Não se ria! Isto não tolero. Isto é uma tensão absoluta, ele aqui sempre aos risinhos”, disse a estrela da SIC à juíza.

Para acalmar a situação, Joana Ferrer pediu ao antigo ministro para se mudar para outro lugar, mais distante da ex-mulher.

“Hoje vejo-a mais crispada do que é habitual”, disse a juíza para Bárbara.

A tensão manteve-se durante toda a sessão, em que foram analisadas exaustivamente várias declarações dadas pela apresentadora aos órgãos de comunicação social entre 2011 e 2013. Exaltada e para explicar as consequências dos constantes insultos do ex-marido, Bárbara acabou por fazer uma chocante revelação.

“Sabe o que ele fez quando eu tive a Carlota? Desculpe, senhora juíza, mas acho que é importante, como mulher, dizer uma coisa destas, para se perceber estas questões da autoestima. Pensei várias vezes que ele tinha de ser tratado. Quando tive a Carlota, não imagina o que este homem fez para que eu laqueasse as trompas. Graças a Deus, a minha obstetra… Eu disse à minha médica: ‘Tem de ser, Madalena, 
tem de ser! Ele quer muito e diz que é pela nossa vida, pela vida dele, para fechar o ciclo dos filhos.’

A minha médica disse-me que, assim, não fazia! Ele ficou ofendido por ela não ter feito e por eu não ter insistido. Como a Carlota nasceu de cesariana, eu podia ter feito. Eu disse-lhe para ela fazer, e a minha obstetra disse que não fazia, e que se fosse preciso falava com o meu marido… Estou a tentar que o tribunal perceba que quando se está com uma pessoa que não está bem e temos de trabalhar, cuidar dos filhos e recuperar de uma gravidez com ele permanentemente a dizer que eu estava gorda… Uma mulher que começa a ter uma baixa autoestima por causa de um marido que está permanentemente a denegri-la logo após ter os filhos…”, disse. 

À saída do tribunal, Manuel Maria Carrilho não se quis alongar sobre o assunto, justificando-se com a ignorância: “Eu nem sei o que é isso, para ser franco”, afirmou.

Durante a audiência, Bárbara deixou ainda no ar, por duas vezes, que terá tido uma gravidez antes de Carlota, dando a entender que terá sofrido um aborto.

A apresentadora explicava à juíza o tipo de relação que mantinha com os cunhados Francisco e Eunice Carrilho e relatava uma ida a Coimbra, durante a fase inicial da gravidez de Carlota, quando deixou escapar a informação: “Fui a Coimbra ter uma consulta, porque a minha obstetra 
não estava. Só para ver se estava tudo bem, porque tinha tido um problema antes…”, disse. 

A dúvida que ficou no ar foi desfeita minutos depois, quando Bárbara revelou que teve, de facto, outra gravidez antes da gestação de Carlota. “Eles [os mesmos cunhados] foram a Paris uma vez comigo. Foi no dia em que soube que estava grávida, não da Carlota. Eles ficaram muito contentes quando lhes demos a notícia. Tínhamos uma relação cordial”, revelou.

Mais tarde, contactada através do seu assessor, a apresentadora não quis falar sobre o assunto. Ficam apenas as suas poucas palavras em tribunal, que mostram que sofreu um aborto entre 2004, ano do nascimento de Dinis Maria, e outubro de 2010, quando foi mãe de Carlota.

Carrilho também não quis abordar o assunto, já depois de terminada a audiência. “A Bárbara falará sobre o que entender. Sobre essas coisas, não me vou pronunciar”, disse.

Visivelmente abatida, Bárbara Guimarães não escondeu o cansaço e o desgaste que o julgamento lhe tem provocado. “Estou farta 
de ser perseguida por este homem. Graças a Deus, tenho acompanhamento e teleassistência. Ainda hoje ele estava a barrar a minha entrada na sala do tribunal com aquele ar de sarcasmo. São muitas sessões… Ele é que é o arguido, eu sou a assistente. Estou a dar o meu melhor num processo dificílimo!”, realçou, emocionada. 

A apresentadora teve de explicar ao advogado do ex-marido, Paulo Sá e Cunha, porque é que não saiu de casa, uma vez que tinha medo dos atos violentos do ex-marido, optando por mudar as fechaduras à revelia de Carrilho.

“Não foi só pelo facto de as casas serem minhas, mas não queria que os meus filhos tivessem instabilidade. Se saísse de casa, ele ia perseguir-me! Era pior para as crianças, tornava-me uma fugitiva. Achei melhor ficar em casa, porque assim os protegia mais”, justificou Bárbara, na última sessão do julgamento antes das férias judiciais.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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