Nacional
Natália Ribeiro em 26 de Fevereiro de 2017 às 13:00
Filho de Júlia Pinheiro aplaudido na sua estreia no teatro
1/5 - Rui Maria Pêgo - Estreia de Avenida Q 09.02.17 Foto: Tiago Frazão/Lux
2/5 - Rui Maria Pêgo - Estreia de Avenida Q 09.02.17 Foto: Tiago Frazão/Lux
3/5 - Rui Maria Pêgo - Estreia de Avenida Q 09.02.17 Foto: Tiago Frazão/Lux
4/5 - Rui Maria Pêgo - Estreia de Avenida Q 09.02.17 Foto: Tiago Frazão/Lux
5/5 - Júlia Pinheiro e e Rui Pêgo - Estreia de Avenida Q 09.02.17 Foto: Tiago Frazão/Lux

Rui Maria Pêgo tinha apenas 9 anos quando Júlia Pinheiro o viu pela primeira vez a cantar, num musical da escola, em pleno palco do CCB.

“Nesse dia tiveram quase que me pôr oxigénio, de tão nervosa que estava”, recorda a apresentadora.

Dezanove anos depois, o radialista e apresentador estreou-se como ator no musical “Avenida Q”, no Teatro da Trindade e, mais uma vez, a apresentadora da SIC vibrou na plateia.

“Quando ele entrou rebentei de orgulho porque percebi que ele estava seguro. Não perdeu a voz, cantou afinadíssimo e fez aquilo primorosamente. Foi uma noite fantástica”, assume.

Depois de ter estado em Nova Iorque a fazer uma formação específica em canto para musical, Rui Maria Pêgo teve a “primeira experiência verdadeira como actor” e não esconde a alegria.

“Estou muito feliz por fazer parte deste espectáculo. A “Avenida Q” é um sítio onde já todos morámos. A última rua onde queremos viver, mas para onde temos de nos mudar frequentemente. Os sonhos falham, a vida troca-nos as voltas, mas o humor de vez em quando salva. Identifico-me com isso”, justifica.

Júlia  Pinheiro elogia a atitude do filho, de 28 anos, perante a vida. “O Rui pertence a uma geração fantástica que não tem medo de arriscar. Organizam as suas vidas de outro modo. Ele é muito despojado, não tem manias, por isso pode viver dentro do caixote do lixo que não há problema. Não tem exigências de consumo e afins, por isso vive com liberdade. Nunca será o fator económico que o vai condicionar e não é por nós, pais, estarmos por trás. Tem a ver com as exigências dele, que trabalha desde os 19. O Rui é livre, que é uma coisa de que eu tenho uma inveja... [risos]. Acho que ele vai fazer muitas coisas. E tem a vantagem de não estar neste momento a pensar constituir família, por isso está liberto para arrancar para qualquer sítio. Estou muito orgulhosa da minha cria”, sublinha.

Ao lado do marido, Rui Pêgo e das filhas, Carolina e Matilde, a apresentadora era uma mulher contente por ter a família novamente reunida. 

“É muito bom ter os filhos todos no ninho, sendo que isso não dura muito tempo [risos]. Mas não quero que eles fiquem em casa, ao contrário de outras mães. Os miúdos têm todos que ir viver. Já me chegou a minha geração. Eu nem podia ir à esquina que o meu pai tinha um ataque de nervos! Quero é que eles vão à descoberta, por muito que me custe. A aventura da Matilde na Argentina, com passagem por 11 países da América Latina, ia-me levando ao tapete, mas ela veio uma miúda despachada, responsável, independente, luminosa… Dinheiro bem gasto [risos]”, reconhece. 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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