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Júlia Pinheiro não poupa Carrilho: "Este processo destruiu a Bárbara emocionalmente"
Bárbara Guimarães - Campus da Justiça 06.02.17 Foto: Tiago Frazão/Lux
Redação Lux em 29 de Março de 2017 às 15:00

Júlia Pinheiro não poupou Manuel Maria Carrilho no dia em que foi a tribunal, como testemunha de defesa de Bárbara Guimarães. A antiga diretora de gestão de conteúdos da SIC considerou as entrevistas dadas pelo ex-ministro “um assassinato de caráter público”.

“Tudo o que ele disse foi grosseiro e, sobretudo, de um grau de violência não expectável para alguém que era o pai dos filhos da Bárbara. Não tenho a menor dúvida de que ele sabia exatamente que cada uma das suas palavras era um punhal. Tinham um efeito! Creio que isto nunca deixará de afetar a imagem pública da Bárbara, enquanto profissional. Isto vai ficar na memória das pessoas. Os factos, insinuações e declarações deixaram-na fragilizada e têm repercussões na carreira, já para não falar da sua vida pessoal e na sua mágoa enquanto mulher. A vida profissional da Bárbara estará irremediavelmente marcada por este processo. Atrevo-me a dizer que nunca recuperará”, afirmou.

Júlia Pinheiro justifica o comportamento de Carrilho como uma “atitude de vingança pelo facto de Bárbara ter pedido o divórcio”.

“O objetivo final é obter a tutela dos filhos. Julgo que ele terá noção de que, no momento em que ela perder a tutela dos filhos, perante a sociedade ela terá falhado como mãe”.

Júlia Pinheiro fala ainda de uma Bárbara Guimarães antes e outra depois do conturbado divórcio.

“Ela era assertiva, combativa, luminosa. A Bárbara dessa altura era uma mulher completamente diferente. Hoje é receosa, temerosa, muitas vezes retrai-se! Faz um esforço mas é uma mulher muito diferente. Este processo destruiu-a emocionalmente”. 

A apresentadora de “Queridas Manhãs”, que foi diretora de Bárbara Guimarães, diz que a dúvida ficará para sempre instalada junto do público sobre as acusações que Manuel Maria Carrilho fez à ex-mulher e que, por essa razão, a SIC a excluiu de vários programas nos últimos anos.

“Se a empatia com o público foi quebrada, isso faz com que as chefias reconsiderem atribuir o programa A ou B a essa apresentadora. E ela foi preterida em vários formatos. Por proteção à Bárbara e aos nossos produtos”, revela.

E disse ainda que a instabilidade da apresentadora, nos últimos anos, deixava os responsáveis da estação com o “coração nas mãos”, de cada vez que ela apresentava os “Globos de Ouro”.

“Ela nunca caiu em palco, mas tremíamos quando ela entrava porque sabíamos que estava afetada e insegura do ponto de vista emocional”.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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