Nacional
Advogado de Duarte Lima diz que «não confia» na polícia brasileira
Duarte Lima (Lux)
Redação Lux  com Lusa em 26 de Setembro de 2010 às 15:47
Germano Marques da Silva, advogado de Duarte Lima, afirma «não confiar» na polícia brasileira e aponta recentes «casos de manipulação de prova» quando está para breve a inquirição por carta rogatória do ex-deputado no caso do homicídio de Rosalina Ribeiro.

Questionado pela Agência Lusa sobre se as perguntas contidas na carta rogatória serão uma oportunidade para Duarte Lima esclarecer, de uma vez por todas, a sua situação, Germano Marques da Silva respondeu: «Não sei, porque neste momento não confio na polícia [brasileira]».

Lembrou ainda que o mandatário de Duarte Lima no Brasil requereu o acesso ao processo, o que foi negado, configurando a violação de uma norma do Supremo Tribunal de Justiça brasileiro. Quanto ao teor das perguntas enviadas por carta rogatória, diz nada saber, a não ser das que vieram publicadas nos jornais. Apesar de «não saber o que está no processo», Germano Marques da Silva assinala o aparecimento nos media de insinuações contra Duarte Lima e de informações contraditórias que levam a acreditar que a «polícia está, porventura, a instrumentalizar os órgãos de comunicação social».

O advogado de Duarte Lima frisou que o processo no Brasil está na fase da investigação policial, sendo que esta fase, ao contrário do que sucede em Portugal, não tem o controlo do Ministério Público. «Há condenações muito recentes no Brasil de vários polícias acusados de associação criminosa e manipulação de provas», observou.

Reiterou que Duarte Lima «sempre esteve disponível» para esclarecer tudo e salientou que o problema é não haver processo em Portugal, porque cá «"a situação é completamente diferente». O advogado de Duarte Lima sublinhou ainda que o inquérito policial no Brasil já devia «ter terminado há muito tempo», porque o prazo é de 30 dias (embora possa ser prorrogado quando não há suspeito) e admite que a investigação no Brasil possa ter entrado num «beco sem saída».

Germano Maques da Silva considerou sábado que Duarte Lima tem sido alvo de «"uma campanha diária e programada de injúrias» ao «serviço de interesses obscuros» no caso do homicídio de Rosalina Ribeiro no Brasil e adianta que irá processar jornais.

Em comunicado que leu à Agência Lusa, Germano Marques da Silva refere que alguns jornais tem publicado notícias de suspeitas que "afectam gravemente a honra e a dignidade" de Duarte Lima e que num deles tal «campanha dirigida, sórdida e abjecta» contra o seu cliente é baseada «em mentiras, imputações e insinuações falsas, vagas e infundadas».

O único órgão de informação identificado no comunicado é o jornal «Correio da Manhã».
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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