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Redação Lux em 2 de Maio de 2018 às 16:00
Nuno Galopim lança 'Dos Abba a Salvador Sobral' - canções que contam a história da Europa
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Um ano depois da vitória portuguesa com Salvador Sobral, em Kiev, Nuno Galopim, supervisor criativo do Festival da Eurovisão de 2018, convida a uma viagem por 63 anos de história do Festival da Canção português.

"Dos Abba a Salvador Sobral" foca os artistas, como Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Maria Guinot, Carlos Paião, as Doce, entre tantos outros, que nos representaram, o Festival da Eurovisão ano a ano, os bastidores e as suas histórias.

Recorde-se que o Festival da Eurovisão nasceu em 1956, numa Europa que tinha arrumado as armas há apenas 11 anos. Pelo palco, em Lugano, desfilaram nessa noite canções de sete países, e entre os cantores concorrentes havia um que tinha vivido anos de detenção num campo de concentração nazi. Em 1974, os Abba venceram com «Waterloo», canção que representa o paradigma maior do sucesso eurovisivo. Em 1986, Sandra Kim deixou a Europa a trautear «J’aime la Vie». Dois anos depois, Celine Dion arrecadou o troféu em Dublin e deu-se a conhecer ao mundo. Em 1998, Dana International, uma cantora transsexual, deu a terceira vitória a Israel, marcando a história do festival como espaço de diversidade e inclusão, tal como o faria depois a austríaca Conchita Wurst, em 2014.

A história da Eurovisão junta mais de 60 anos de memórias entre as quais estão as «avozinhas» russas que conquistaram a Europa, em 2012, a inglesa Sandie Shaw, que, em 1967, interpretou a canção do Reino Unido descalça, os quatro vencedores ex aequo de 1969, o protesto contra Salazar e Franco, em 1964, a improvável vitória do grupo de metal finlandês Lordi em 2006, as três canções que Serge Gainsbourg compôs para três países diferentes, a exuberância provocadora de Verka Serduchka ou o inspirador discurso de Salvador Sobral: «A música não é fogo-de-artifício, é sentimento.»

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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