Nacional
Sofia Aparício assume bissexualidade e consumo de drogas
Sofia Aparício - Apresentação da novela "A impostora" 01.09.16 Foto: Tiago Frazão/Lux
Redação Lux em 7 de Fevereiro de 2017 às 08:00

"Importa-me a opinião que têm de mim as pessoas de quem gosto e com quem trabalho. As outras são livres de pensar o que quiserem”. Foi uma das primeiras frases que Sofia Aparício disse a Daniel Oliveira, no programa “Alta Definição”.

A atriz, apresentadora e antiga manequim, de 46 anos, abriu o coração e revelou que já foi assediada por homens e mulheres e que já teve relações com ambos, no entanto afirma: “Gosto mais de homens. Não me vejo a ter uma relação de casal com uma mulher. Não quero uma relação de igual para igual. Sou independente. E é exatamente essas coisas que assustam os homens que acho que cativam as mulheres.” E assume: “Apaixonar, só me apaixonei por homens.” Sofia conta que a sua experiência com mulheres foi sobretudo pela “descoberta”. “Não acho que a  sexualidade defina ninguém.” E falou da altura em que se viu obrigada a viver numa pensão: “Aconteceu numa fase da minha vida em que me portei mal,” disse, referindo-se à fase em que consumiu drogas.

“Quando não havia dinheiro para comer ficava magrita, gosto de ser magrita [risos]… Houve sempre um teto... Não tenho o gene da dependência, tenho o gene da maçada. As coisas maçam-me. Drogada fui, toxicodependente não. Nunca fiz uma cura de desintoxicação, vivo muito bem sem droga.” E emocionou-se ao falar de uma criança angolana que pensou adotar e acabou por não conseguir: “Foi uma sensação de perda horrível, impotência, raiva. Foi uma injustiça gigantesca.” E confessa: “Não quero ter filhos, não quero deixar um filho meu neste mundo. Se calhar também não quero perder a liberdade que tenho.” 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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