Nacional
Redação Lux em 3 de Dezembro de 2018 às 14:00
Fotos: Ministra da Cultura entrega os Prémios da Estoril Sol

O Auditório do Casino Estoril acolheu a entrega do Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural - a Vitor Aguiar e Silva, e dos Prémios Literários Fernando Namora e Agustina Bessa-Luis, instituídos pela Estoril Sol, e referentes a 2017, respectivamente, a Ana Cristina Silva e Rui Lage.

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, presidiu a este importante evento, referindo:

“É uma honra estar aqui, hoje, e marcar presença nesta cerimónia que anualmente consagra e promove o lançamento de novos escritores e presta um reconhecimento ao mérito da cidadania cultural”.

“Os meus parabéns à Estoril Sol pela continuidade que tem dado à atribuição destes prémios de âmbito cultural”, disse a Ministra da Cultura na sua intervenção. E, destacando, o relevante papel dos Prémios da Estoril Sol, acrescentou “A cultura é um dos eixos para a construção da dimensão humana”.

No enquadramento das obras vencedoras, Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Júri, recordou que “A Noite Não É Eterna”, de Ana Cristina Silva, que venceu o Prémio Fernando Namora,

“é uma belíssima composição narrativa com linguagem sóbria e cuidada, que valoriza em particular a narrativa de um drama pungente, num quadro sufocante e obsessivo”.

Já sobre Rui Lage que foi distinguido com o Prémio Revelação Agustina Bessa Luís, realçou que a obra vencedora, “O Invisível”,

“revela um notável fulgor imaginativo”, acrescentando, ainda, que o autor “revela um Fernando Pessoa inesperado, desassossegado na fronteira entre o visível e o invisível”.

Em relação ao Prémio Vasco Graça Moura, o Presidente do Júri disse que Vitor Aguiar e Silva

“é um exemplo de cidadania cultural que liga a dimensão didático-cientifica à pedagógica. É de destacar o percurso do premiado nos domínios da teoria literária, instrumento fundamental na formação de diversas gerações e da literatura portuguesa bem como na fixação e estudo da obra camoniana num brilhante exercício de intervenção pública.”

Por sua vez, no uso da palavra, Vitor Aguiar e Silva confessou:

“receber este Prémio, que tem como figura epónima Vasco Graça Moura, é para mim motivo de profundo júbilo intelectual e de grande emoção. Sou, desde, há décadas, leitor admirativo do poeta, do ficcionista, do ensaísta – em particular do ensaísta camoniano -, do cronista e do tradutor de obras fundamentais do cânone literário europeu que foi Vasco Graça Moura”.

Já Ana Cristina Silva manifestou sentir

“uma enorme honra em receber o Prémio Literário Fernando Namora”. Numa oportuna reflexão, a autora de “A Noite Não É Eterna” disse que “a literatura é um processo de libertação e, por conseguinte, é uma busca constante da liberdade”. E acrescentou “a literatura é necessária para voltarmos a olhar o que somos e para onde queremos ir enquanto seres humanos”.

Vencedor da 10ª edição do Prémio Agustina Bessa Luís, com a obra “O Invisível”, Rui Lage afirmou que

“ao autor cumpre também tornar-se invisível, desaparecer no seu texto, num golpe de ilusionismo. E a um Prémio literário, especialmente um que, como este, não consagra, mas revela, compete tornar visível o autor”.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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