Nacional
Redação Lux em 9 de Dezembro de 2017 às 09:00
À espera dos netos que vêm do Brasil, Marcelo Rebelo de Sousa prepara a quadra natalícia

Há coisas que, por bem, nunca mudam. “Venho todos os anos, antes de ser presidente e depois de ser presidente... Não mudo. Sou sempre o mesmo”, diz Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto digita o código de multibanco depois de feitas as primeiras compras na Rastrillo, a Feira de Solidariedade da Novo Futuro, associação que sempre contou com o seu apoio e que, mais uma vez, contou com a sua presença. É lá, entre beijinhos e abraços aos voluntários que tão bem conhece, que Marcelo Rebelo de Sousa compra o que oferece no Natal.

“Os poucos presentes de Natal compro aqui. Na minha família temos a tradição de cada um só dar um presente a um membro da família. Jantamos no dia 1 de dezembro e sorteamos. Damos um presente... Adotamos esse sistema, porque a família já está muito grande e não era possível cada um dar presentes a todos.”

Porém, para Marcelo Rebelo de Sousa mais importante do que os presentes é a reunião da família, que se junta à mesa na noite do dia 24. “Somos muitos”, diz o Presidente da República que, este ano, não contará com a companhia do filho durante a quadra natalícia.

A viver no Brasil, Nuno Rebelo de Sousa esteve, segundo o pai, recentemente em Portugal e, por isso, o Natal deverá ser passado do outro lado do Atlântico com a mulher e a filha, Maria Eduarda, de 3 anos. “Vêm os quatro [netos] portugueses com a minha nora portuguesa [Rita Sousa Coutinho]”, contou, referindo-se a Francisco, de 13 anos, Maria Teresa, de 11, Maria Madalena, de 9, e Maria Luísa, de 7, que também vivem no Brasil.

Apesar de passarem pouco tempo com o avô, este ano, os netos do presidente vão ter de o partilhar com as populações atingidas pelos incêndios. Homem de palavra, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou cair no esquecimento a promessa que fez em julho, durante uma homenagem às vítimas dos fogos de Pedrógão Grande.

“No dia 24, a seguir à ceia, parto e dia 25 estou lá, na área que ardeu em junho. Depois, o fim do ano é que não passo com a família, porque estou nos dias 31 e 1 na área que ardeu em outubro. Tenho um programa para Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra e para Pedrógão. E nos dias 31 e 1 ainda estamos a fixar – porque são muitos municípios – quais serão os concelhos a visitar.”

Certamente que, por lá, Marcelo Rebelo de Sousa irá encontrar o afeto e a gratidão de quem deseja retribuir o gesto do presidente, que em diferentes ocasiões, fez questão de estar junto das vítimas dos incêndios. É nelas que pensa quando, na visita à Feira Rastrillo, responde qual seria, para ele, o melhor presente de Natal:

“O verdadeiro presente de Natal era a garantia de que para o ano não haverá tragédias como as deste ano. E, já agora, que também não haverá seca. Era um grande presente, mas não sei se alguém me pode dar por antecipação..."

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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