Nacional
Nair Coelho em 13 de Novembro de 2019 às 17:00
Helena Costa revela como têm sido os últimos quatro meses, desde o nascimento das gémeas

Helena Costa, de 37 anos, está a viver momentos únicos, desde que, há quatro meses, foi mãe pela primeira vez, das gémeas Maria do Mar e Mercedes. Tem sido ao lado do marido,  Frederico Formigal, com quem se casou em julho de 2018, que a atriz tem partilhado os desafios e as alegrias da maternidade, numa casa onde o silêncio só é interrompido pelos sons das bebés e pelos seis animais de estimação do casal – duas cabras, duas cadelas e dois gatos, como contou à Lux, durante a visita ao centro comercial UBBO.  

Lux – Como está a ser a experiência da maternidade?
Helena Costa – É uma mudança de vida radical! É um amor gigante, é uma etapa nova da vida. Tem sido, sobretudo, um amor muito grande! O primeiro mês foi de enamoramento, mas acumulei o cansaço e, ao segundo mês, foi um cansaço extremo. No terceiro mês, já estava tudo mais equilibrado e foi espetacular. Tem tudo a ver com os pais se habituarem à logística e às rotinas. Daqui adiante ainda vai ser melhor! [risos]    

Lux – O facto de serem gémeas ajudou a que ficasse mais cansada?
H.C. – No primeiro mês quis fazer tudo, não sozinha, porque é impossível, mas com o pai. Não temos a ajuda da família por uma questão de logística, e tivemos de contratar ajuda. Às vezes, uma está a dormir e a outra acordada e penso para mim que se fosse só uma, era muito mais fácil! [risos]

Lux – Ser mãe era um sonho?
H.C. – Não era uma prioridade. Prioridade era casar, ter a minha família, nem que fôssemos só os dois, mas tive a sorte de encontrar um marido que queria muito ser pai. Porém, qualquer mulher que ache que não está preparada para ser mãe, acho que depois se rende e abraça a maternidade como sendo a melhor coisa do mundo. Quando elas nasceram foi o que pensei, que devia ter sido mãe mais cedo. Uma pessoa complica as coisas, tem medo, é uma etapa desafiante, mas é tão compensadora. É este o sentido da vida.   

Lux – O Frederico tem sido um pai participativo?
H.C. – Temos de estar os dois presentes e ele até tem menos medo do que eu. Ainda não consigo ficar sozinha com as duas, por exemplo. As pessoas dizem que quando os bebés nascem nós passamos a saber tudo, mas não é bem assim. Ainda sinto muita ansiedade. Principalmente ao final do dia, às vezes, estou a jantar à pressa para ir ter com elas e dar-lhes toda a atenção possível.

Lux – Como é a vossa rotina?
H.C. – A logística que arranjámos foi dia sim, dia não um de nós fica com elas, mais uma pessoa a ajudar. E isso é muito libertador, ajuda muito. Porque nos dias em que não estou com elas, posso estar com elas ou não, e posso ir ao ginásio, fazer as minhas coisas. De segunda a sexta fazemos assim, e ao fim de semana estamos os quatro juntos.

Lux – Sente que tem sido a melhor opção?
H.C. – É muito importante estar saudável, ter dormido bem e ter energia para estar com elas. Por exemplo, fui quatro dias para fora, porque o Frederico insistiu que eu fosse. E agora vai ele uns dias, e a minha mãe vai-me ajudar nesse tempo.

Lux – E como foi essa viagem até França?
H.C. – Fui de avião até Paris e depois quatro dias de mota para conhecer a Normandia. Pensava que ia ser mais difícil. Tive muitas saudades, claro, mas também me fez muito bem… Foi uma lufada de ar fresco. Sabia que elas estavam bem. Vejo muitas mães que não passam sequer uma noite fora, um ano, dois anos… Acho que é preciso desmistificar, não se sentirem culpadas. Forcei-me a ir, mas foi muito bom. Estando bem entregues, sentimos mais nós a falta delas do que elas de nós.

Lux – Recuperou a forma. Foi um pós-parto fácil?
H.C. – Só agora é que consegui voltar meter a aliança e aí é que deu para perceber que a pessoa fica inchada uns tempos, e que o corpo demora a ir ao sítio. Ainda me falta perder 5 kg para ter o peso que tinha antes de engravidar, mas já me falta há dois meses. Não sei se vou ou não voltar a recuperar, só que não estou preocupada, porque, na verdade, tenho um peso normal e quando quiser volto à rotina do ginásio e pelo menos em forma fico.

Lux – Elas são diferentes fisicamente. E de temperamento também?
H.C. – A Maria do Mar quase não chora, dorme quase nove horas seguidas. Já a Mercedes fala a gritar e chora mais, porque quer atenção e também é a que se ri mais. São muito diferentes, mas são as duas muito queridas.

Lux – Casou-se o ano passado. Estão a pensar batizar as bebés?  
H.C. – Eventualmente, mas não temos pressa. Eu fui batizada aos 4 anos, por isso… Havemos de fazer por uma questão de tradição e pela festa! [risos]  

Lux – O nascimento das bebés veio reforçar a vossa relação?   
H.C. – É uma prova difícil, porque há o cansaço, uma mudança muito grande, ambas as partes deixam de ter a sua liberdade, é um desafio grande e é preciso que haja muita consciência e calma. Contudo, ao mesmo tempo que nos traz cansaço, reforçou a nossa relação, há momentos únicos de estarmos os quatro e é muito bonito. São momentos só nossos.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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